De Alphaville à Faria Lima em 10 minutos: helicóptero vira alternativa ao trânsito

A nova rota promete devolver horas ao dia de executivos que fazem o trajeto em Alphaville, onde o tempo de qualidade virou luxo; saiba mais
Duração da viagem pela rota área é 89% mais rápida do que por carro (Divulgação/Revo)

A crescente demanda por deslocamentos ágeis entre os centros empresariais da Região Oeste da Grande São Paulo está atraindo novos players de mobilidade aérea para o mercado brasileiro. A mais recente iniciativa liga a Faria Lima a Alphaville, em Barueri, um dos principais polos corporativos do país, por meio de uma parceria entre a Revo e a Grand Brasil.

A parceria chega em um momento de expansão do setor de táxi-aéreo no Brasil. O trajeto entre Alphaville e a Faria Lima é feito em cerca de dez minutos, com redução de até 89% em relação ao tempo terrestre. Há ainda a possibilidade de deslocamento partindo do Aeroporto Internacional de Guarulhos (e vice-versa), realizado em 15 minutos

Patricia Dib, CMO da Revo, explica que essa redução no tempo de deslocamento gera uma solução eficiente e consegue trazer um benefício importante na vida dos passageiros: a devolução no tempo de qualidade de vida. Sendo essa, uma das principais demandas criação da rota na região de Alphaville. 

“Alphaville possui uma infraestrutura que prioriza a qualidade de vida, segurança e área verde, porém o trajeto até São Paulo engloba um grande gargalo locomotivo. Nós percebemos que o nosso cliente que mora na região lida com a imprevisibilidade para chegar à capital paulista”, explica a gestora.

A Revo encontrou na Grand Brasil, em Alphaville, o ecossistema ideal para essa expansão: a flagship da rede automotiva em Alphaville conta com um heliponto homologado na cobertura, o que permitiu integrar a inteligência operacional da empresa a um espaço que já respira o mercado premium.

“A demanda chegou a partir da nossa própria observação do mercado e dos nossos clientes. Alphaville passou por uma expansão imobiliária gigante, com novos condomínios de luxo e centros empresariais. Mas, como reflexo direto desse crescimento, o tempo gasto nas rodovias para entrar ou sair da região retira horas úteis das pessoas. Foi olhando para essa dor real que desenhamos a parceria para devolver algo essencial a elas: o tempo de qualidade”, explica a gestora.

Flagship em Alphaville é destaque da rota

Espaço conta com heliponto na cobertura (Divulgação/Grand Brasil e Revo)

Com cerca de 14.500 m² distribuídos em seis andares, a flagship da Grand Brasil em Alphaville reúne as marcas BMW, BMW Motorrad, MINI e Land Rover, e agora também um heliponto homologado na cobertura. É esse diferencial de infraestrutura que torna o espaço um ponto estratégico para a Região Metropolitana.

Patrícia Dib explica que o espaço é estratégico, pois Alphaville possui uma infraestrutura que prioriza a qualidade de vida, segurança e área verde, porém o trajeto até São Paulo engloba um grande gargalo locomotivo. Essa situação, acaba por dificultar a retomada de empresários e executivos no trabalho. Dessa forma, voar um “luxo de exceção” para virar parte do planejamento logístico da semana.

“Nós percebemos que o nosso cliente que mora na região lida com a imprevisibilidade para chegar à capital paulista. O momento exato dessa expansão se deu porque encontramos o ecossistema adequado: uma parceria com a Grand Brasil, que tem um heliponto homologado na cobertura da sua flagship em Alphaville. Juntamos a nossa inteligência operacional a um espaço que já respira o mercado premium”, elucida a gestora.

Em virtude disso, o táxi-aéreo virou importante em momentos de lazer aos fins de semana, onde o executivo quer usar o espaço aéreo de forma mais inteligente para ter mais previsibilidade e conforto.

“A infraestrutura viária está pressionada. Ao absorvermos uma parcela desse público decisor e transferirmos esse trajeto para os céus, de forma muito bem coordenada e segura, oferecemos uma alternativa real e eficiente para polos de altíssima circulação diária”, declara a executiva.

Em um futuro próximo, com a chegada dos eVTOLs, como são chamados os carros voadores — aeronaves elétricas de pouso e decolagem vertical —, trajetos mais curtos também serão beneficiados por uma tecnologia ainda mais verde e eficiente.

Para a Revo, a nova rota já revela uma mudança de mentalidade. “As pessoas estão ressignificando o que é usufruir da melhor escolha e aproveitamento do tempo. Elas não querem que o trajeto seja um hiato de estresse. Quando você escolhe voar e chega ao destino com leveza, o deslocamento se torna uma extensão do seu estilo de vida”, afirma Patrícia.

Nessa lógica, a partir das rotas e voos, as distâncias deixam de ser medidas em quilômetros e passam a ser medidas em minutos.

A rota Faria Lima–Alphaville faz parte de uma estratégia maior de expansão. A empresa acaba de lançar o Revo Urban Mobility, um modelo de mobilidade por assinatura, e já amplia suas conexões na cidade com rotas mais curtas, inclusive como preparação para a chegada dos eVTOLs.

Mobilidade Aérea: público premium é o foco da Revo

Empresa é destaque no mercado de luxo (Divulgação/Revo)

Além das rotas fixas para Guarulhos, Alphaville e Faria Lima e pontos no interior, como Fazenda Boa Vista e Quinta da Baroneza, a nova malha vai integrar eixos como a Avenida Paulista e o Aeroporto de Congonhas.

Mais do que uma tendência, a Revo enxerga esse movimento como algo essencial para um determinado segmento. “Estamos construindo hoje o ecossistema da próxima fase da mobilidade aérea”, diz Patrícia Dib. A expectativa é que os eVTOLs, com menor impacto sonoro e desenvolvidos exatamente para ganhar escala em trechos urbanos curtos, acelerem esse processo.

Os desafios, no entanto, vão além da aeronave em si. “O maior desafio é construir todo o ecossistema antes dela chegar: as rotas, a atualização dos vertiportos, a inteligência das reservas, a experiência do usuário e a dinâmica operacional”, explica Patrícia.

Por trás de um voo de dez minutos existe uma estrutura rigorosa: aeronaves bimotores, dois pilotos a bordo e o suporte do grupo OHI, que realiza 1.500 voos por semana e já transportou mais de sete milhões de passageiros.

Sobre o futuro do setor, a Revo seguirá o foco no público de alta renda e assim seguirá, entregando exclusividade, jornada door to door e rigor de segurança que exigem um posicionamento premium. O objetivo não é substituir o transporte de massa ou os modais tradicionais, mas complementá-los.

“Quando projetamos uma adoção mais ampla, significa que a mobilidade aérea vai deixar de ser vista como uma solução de exceção para se consolidar como uma ferramenta essencial no planejamento logístico de um público selecionado, especialmente corporativo, para quem o tempo é um ativo crítico”, conclui.

De Alphaville à Faria Lima em 10 minutos: helicóptero vira alternativa ao trânsito

Patrícia Dib é CMO da Revo (Divulgação/Revo)

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