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Cotia, Jandira e Vargem Grande Paulista adiam aplicação da 3ª dose contra covid-19

Impasse sobre a marca de vacina deflagrou a decisão nos municípios paulistas; ruídos de comunicação são apontados como causa principal
Especialistas dizem em coletiva que a melhor vacina é a que está disponível (Divulgação / Governo de SP)

Divergências entre os governos federal e estadual de São Paulo têm atrapalhado o entendimento sobre uso e eficácia de determinadas marcas de vacinas contra a covid-19, mais especificamente a CoronaVac.

Acontecimentos recentes, como o início mais célere da 3ª dose em São Paulo; atrasos internos entre Anvisa e Instituto Butantan no caso das doses produzidas em novo laboratório chinês; determinações federais, como a decisão do Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde (Conasens) de suspender temporariamente o uso da CoronaVac como dose de reforço, dando preferência à Pfizer; entre outros, estão comprometendo o início da vacinação de idosos e pessoas com baixa imunidade (imunossuprimidos) no estado. 

Na Grande São Paulo, cidades como Itapecerica da Serra, Embu-Guaçu, Embu das Artes, Jandira, Cotia, Vargem Grande Paulista, Juquitiba e São Lourenço da Serra já decidiram adiar o início da 3ª dose, até que a vacina da Pfizer esteja disponível para aplicação.

Na quarta-feira (8), em coletiva realizada no Palácio dos Bandeirantes, na capital paulista, o governador do estado, João Doria (PSDB), o infectologista e secretário estadual da Saúde Jean Gorinchteyn, o presidente do Instituto Butantan Dimas Covas e dois médicos convidados, que cuidam de paciente imunossuprimidos (dr. José Medina e dra. Eloísa Bonfá), abordaram o assunto. Eles afirmaram que todas as vacinas, incluindo a CoronaVac, são eficazes contra a covid-19 para todos os grupos, e que a melhor delas é a que está disponível para a população continuar se protegendo contra o coronavírus.