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Cotia: donos de clínica acusados de torturar e matar paciente seguem foragidos

Justiça decretou a prisão do casal proprietário da clínica em Cotia. Eles são acusados de dar remédios a Jarmo Santana que morreu após ser torturado
Paciente de 55 anos morreu após ser agredido em clínica de Cotia (Reprodução/Redes Sociais)

Justiça decretou a prisão do casal proprietário da clínica em Cotia. Eles são acusados de dar remédios a Jarmo Santana que morreu após ser torturado

Segue foragido o casal que é proprietário de uma clínica de reabilitação para usuários de drogas na cidade de Cotia. Eles são acusados de torturar o paciente, Jarmo Celestino de Santana, até a morte no mês de julho.

Os pedidos de prisão preventiva foram expedidos pela Vara Criminal da cidade, no dia 26 de agosto. A Polícia Civil faz buscas para localizar os acusados. O monitor da clínica, Matheus de Camargo Pinto, também é réu no mesmo processo e já está preso preventivamente desde julho. Prisões preventivas costumam durar até o eventual julgamento dos acusados.

De acordo com o Ministério Público (MP), os enfermeiros deram para Jarmo um coquetel de medicamentos. O objetivo, segundo eles, seria o de sedar o paciente que teria chegado agitado e agressivo à clínica. O casal já havia respondido a um processo anterior por maus-tratos em outra clínica que tinham, também na cidade de Cotia. Mas não foram responsabilizados nesse caso.

O monitor foi acusado pela Promotoria de agredir o paciente. Ele chegou a filmar e compartilhar um vídeo nas redes sociais que mostra a vítima com os braços para trás, amarrados com corda, e presos a uma cadeira. Nas imagens é possível ver outras pessoas rindo e zombando do paciente.

Laudo do Instituto Médico Legal (IML) concluiu que Jarmo morreu por causa dos 11 tipos diferentes de remédios que foi obrigado a tomar e pelas agressões que sofreu. O documento aponta ainda que o paciente, de 55 anos, faleceu em decorrência de “fármacos psiquiátricos” e “trauma abdominal”. Ele apanhou com socos e pontapés e ainda tomou um composto com comprimidos apelidado de “Danoninho”.

Jarmo havia sido internado na clínica em 5 de julho, quando foi levado à força para a Efatá por funcionários a pedido da família dele. A morte do paciente acabou confirmada em 8 de julho, quando deu entrada ferido num hospital em Vargem Grande Paulista.

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