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Covid-19: Prefeitura de Cotia e fábrica se desentendem sobre respiradores

Funcionários de Cotia vão até fábrica de respiradores para retirar lote comprado pela Prefeitura
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O prefeito de Cotia, Rogério Franco (PSD), esclareceu em entrevista ao Giro S/A, na tarde deste sábado, 28, a polêmica envolvendo a aquisição de 35 respiradores, equipamento necessário para tratar os pacientes com o novo coronavírus. Os aparelhos foram obtidos, nesta sexta-feira, 27, após a administração ter conseguido uma liminar na Justiça Federal para poder realizar a compra dos produtos da empresa Magnamed Tecnologia Médica, que fica na cidade. “No dia 18 de março, o Ministério da Saúde enviou ofício dizendo que o estoque de respiradores só poderia ser adquirido pelo Governo Federal. Então, entramos com uma liminar na Justiça Federal, mas antes do resultado do pedido de liminar, no dia 25 de março, o Ministério da Saúde recuou e liberou que a empresa negociasse com órgãos públicos o estoque já existente e que só os novos produtos seriam vendidos ao Governo Federal”, disse.

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Segundo o prefeito, com a liberação da negociação do estoque existente, e com a liminar da Justiça Federal, a administração passou a negociar com a empresa a aquisição dos produtos. “Nós conversamos com os diretores da empresa e tudo corria bem, ficamos apenas na espera de uma resposta jurídica da empresa. Mas, depois de um tempo eles [empresa] deixaram de atender nossas ligações. Com isso, utilizamos de um artifício, garantido por lei, que é a Requisição Administrativa. Então, o secretário de Segurança que é o vice-prefeito Almir Rodrigues, foi até o local para fazer a aquisição”, explica ele, acrescentando que os produtos serão pagos. “Temos vídeos que mostram o vice-prefeito solicitando a nota para fazermos o pagamento. Mas, a empresa divulgou uma nota afirmando que os produtos não haviam sido testados e que não podem ser utilizados. No entanto, todos os 35 aparelhos estavam embalados e lacrados para comercialização, ou seja, me parece que eles estavam negociando com hospitais particulares e com outros valores. Essa é minha opinião particular”, completa. (Veja os documentos e fotos abaixo).

Em nota, a Magnamed afirmou que os equipamentos não estão prontos para entrar em operação. “Colocá-los [os equipamentos] em funcionamento significa por em risco os pacientes que, porventura forem tratados em UTIs que possuam esses ventiladores”, disse a empresa.

Franco ainda disse que já contratou profissionais que farão um laudo para comprovar que os equipamentos estão aptos para uso. “Já providenciamos uma equipe técnica que vai emitir os laudos para comprovar que os respiradores estão aptos para uso. Vale frisar que todos esses equipamentos estavam embalados para serem comercializados e temos vídeo da diretora dizendo que eles estavam aptos para o uso e que a preocupação era apenas a forma como os respiradores seriam transportados”, finaliza.