As cidades de Barueri, Cajamar, Cotia, Osasco, Santana de Parnaíba, São Paulo e Taboão da Serra iniciaram o processo de adesão ao programa SuperAção SP. O projeto visa romper o ciclo da pobreza em todo o território paulista.
O chamamento oficial dos municípios ocorreu na quarta-feira (6), durante evento no Palácio dos Bandeirantes com a presença do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos), da primeira-dama Cristiane Freitas, de prefeitos e primeiras-damas das 49 cidades elegíveis na primeira onda do programa. A secretária de Desenvolvimento Social, Andrezza Rosalém, apresentou os detalhes do processo de adesão.
A integração formal dos municípios é facultativa e tem o prazo de até 45 dias, a partir do chamamento oficial realizado pela Secretaria de Desenvolvimento Social (SEDS). As cidades contarão com apoio técnico, institucional e financeiro do Governo do Estado para a implementação e acompanhamento das ações.
Segundo a gestão executiva paulista, as localidades escolhidas nesta etapa integram a Região Metropolitana de São Paulo (RMSP) e foram consideradas elegíveis para o processo com base em critérios técnicos que avaliam concentração de pobreza, Produto Interno Bruto (PIB) local e taxa de ocupação.
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Além dos municípios de cobertura do Giro S/A, outros locais elegíveis à primeira onda do SuperAção SP são: Caieiras, Diadema, Embu das Artes, Guarulhos, Itaquaquecetuba, Mauá, Santo André, São Bernardo do Campo e São Caetano do Sul.
“O SuperAção é uma das prioridades em nosso governo e não vai funcionar sem a parceria com os municípios. Por isso, fortalecemos nosso sistema de assistência social para chegar lá na ponta, onde as pessoas de fato vivem. Queremos que os cidadãos conquistem direitos sociais, por meio de renda e aumento de poder aquisitivo. Construímos um programa que proporcionasse uma aliança para direitos sociais, transferência direta e inclusão produtiva”, afirmou o governador Tarcísio de Freitas.
SuperAção: motivos da inclusão da Grande SP


Evento reuniu 49 primeiras-damas (Marcelo S. Camargo/Governo do Estado de SP)
Ainda conforme a gestão executiva estadual paulista, a inclusão da Grande São Paulo na primeira onda do SuperAção SP está diretamente ligada ao seu peso demográfico e aos desafios sociais enfrentados por suas populações.
O Governo do Estadual destaca que cidades como Guarulhos, Diadema, Mauá, Itaquaquecetuba, Cotia e Embu das Artes, entre outros, figuram entre os que mais concentram famílias em situação de vulnerabilidade social no estado.
Ao mesmo tempo, essas localidades apresentam oportunidades concretas para geração de renda e inserção no mercado de trabalho.
“A escolha dos municípios da Região Metropolitana reflete seu potencial de transformação social. Estamos falando de áreas com alta vulnerabilidade, mas também com ampla capacidade de inclusão produtiva”, afirmou a secretária. “O SuperAção SP vai não só apoiar as famílias, mas também fortalecer a rede de assistência social nos municípios”, completa.
Apoio técnico, financeiro e personalizado


Cotia foi selecionada por ter família em situação de vulnerabilidade, mas com potêncial de geração de renda (Divulgação/Secom Cotia)
Com investimento inicial de R$ 500 milhões para operacionalização do programa, o SuperAção SP reúne 29 políticas públicas de diferentes secretarias em uma jornada completa de atendimento às famílias em vulnerabilidade social.
Na primeira onda, o Estado vai disponibilizar R$ 110 milhões em cofinanciamento para os municípios que aderirem ao programa.
Os recursos poderão ser usados para implantar ou ampliar serviços socioassistenciais como Centros de Referência de Assistência Social (CRAS), Centros de Referência Especializado de Assistência Social (CREAS), serviços de convivência e fortalecimento de vínculos, Centros de Convivência para Idosos e atendimento domiciliar, entre outros.
As famílias participantes serão acompanhadas por até dois anos pelos Agentes de SuperAção, com planos de desenvolvimento individualizados, acesso a incentivos financeiros e conexão com políticas públicas nas áreas de saúde, educação, habitação e trabalho.
Além disso, o programa prevê a contratação dos primeiros 150 Agentes de SuperAção, que atuarão diretamente nos municípios visitando as famílias, ajudando-as a elaborar os planos de desenvolvimento individualizados e conectando as pessoas a serviços e oportunidades de emprego e de renda.
A seleção dos profissionais está sendo realizada em parceria com a Fundação Getúlio Vargas (FGV), com início das atividades previsto para setembro.
Os agentes serão capacitados e atuarão em três eixos:
- Proteger: encaminhamento a direitos e serviços básicos;
- Desenvolver: qualificação e incentivos à permanência em cursos;
- Incluir: apoio à entrada no mercado de trabalho ou empreendedorismo.
Sobre o SuperAção SP
Criado pela Lei nº 18.176/2025, o SuperAção SP tem como meta atender 105 mil famílias na primeira fase, sendo 70 mil com foco na proteção social e 35 mil na trilha da superação da pobreza. O público-alvo são famílias inscritas no CadÚnico com renda per capita inferior a meio salário mínimo nacional (R$ 759 em 2025).
Além de auxílio financeiro temporário, o programa aposta na integração de políticas públicas, capacitação e fortalecimento institucional das prefeituras como caminho para uma mudança estrutural e duradoura.
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