Por Ivany Soares
Composta por cerca de 400 guardas, a GCM de Cotia já foi referência entre as demais instituições de segurança da região, no entanto, atualmente, a situação da corporação não parece ser das melhores, tendo um dos menores salários da região: R$ 1.080,46 (ref. GC-1, categoria A). O teto é de R$ 1.881,51 (GC-5).
A Associação dos Guardas Civis de Cotia (Asguaco) entregou à Prefeitura de Cotia, na terça-feira, (6) uma série de reivindicações, entre elas a troca imediata do secretário de Segurança devido à falta de diálogo com a corporação, reajuste salarial, incorporação da gratificação e R$ 380 pagos há 8 anos como forma de garantir segurança jurídica, incorporação definitiva da gratificação de 50% para todos os guardas, em especial os de 2008, manutenção do adicional de risco de vida em sua totalidade, revisão e implemento do plano de carreira e nomeação de guarda de carreira para o posto de comandante da corporação.
“Estamos com o mesmo uniforme há muito tempo, em péssimas condições. Há 14 meses estamos sem um comandante nomeado, o que constitui um ato de extremo desrespeito. Além disso o secretário tem se revelado negligente, até mesmo para a manutenção das armas calibre 12, expondo os patrulheiros a riscos em meio a ameaças de ataques do crime organizado”, disse um GCM que não quis se identificar.
Outras cidades da região, como Osasco, adotou um plano de carreira este ano e o salário inicial do GCM (nível A G01) é de R$ 1.193,02, podendo chegar ao nível G20 com salário de R$ 3.014,72. Em Barueri, os salários variam de R$ 2.551,75 (GCM 3ª classe) até R$ 4.364,28 (1ª classe D).
A reportagem do Giro entrou em contato com a Prefeitura de Cotia, no entanto até o fechamento desta edição, não houve retorno.







