Por Raquel Duarte
Andar de bicicleta pelas cidades virou uma alternativa em tempos de mobilidade urbana e uma opção mais procurada como forma de lazer e atividade física. Porém, são poucas as cidades que oferecem condições mínimas para circulação das magrelas e quando há ciclovias ou ciclofaixas, os riscos não diminuem. Em São Paulo, as autuações a motoristas de carro que trafegam irregularmente nestas vias aumentou 62% em 2017.
As ameaças também estão nas rodovias, que segundo dados da CCR ViaOeste especialmente para o Giro/SA indicam que em 2017 ocorreram 11 acidentes com ciclistas na Rodovia Castello Branco (SP 280) sendo um deles fatal e também 11 acidentes na Rodovia Raposo Tavares, com a morte de um ciclista.
Para Edson Takeshi Onishi, do Corrente do Pedal Bikers, clube que reúne ciclistas em Osasco, existem muitos gargalos a serem resolvidos pelas cidades. “Falta educação no trânsito, para que haja uma convivência harmônica entre as bicicletas e os demais veículos, além de faltar manutenção adequada da malha viária”, ressaltou.
Onishi defende que as condições de infraestrutura urbana são fundamentais para a segurança do ciclista.
Para Willian Cruz, do grupo Vá de Bike, de São Paulo, é fundamental o apoio da administração pública para incentivar a atividade. “É preciso a criação de espaços segregados como as ciclofaixas e ciclovias, mesmo em vias de maior movimento, oferecendo uma opção segura para quem quiser optar por usar este tipo de transporte”, destaca. “Há uma diferenciação entre ciclofaixas de lazer, montadas apenas aos domingos, das efetivas estruturas para deslocamento da população, das ciclovias que devem ser permanentes e ajudam na mobilidade do cidadão e as cidades precisam de ambas”, finaliza.






