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Chuvas não elevam reservatórios e nível do Cantareira volta a cair

Mesmo com as chuvas recentes, principais reservatórios da Grande São Paulo seguem em patamar crítico; recomendação é reduzir o consumo
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Sistema Cantareira, abastece diversas cidades da Região Oeste como Osasco, Barueri e Carapicuíba (Divulgação/Sabesp)

As chuvas que atingiram o estado de São Paulo nos últimos dias não foram suficientes para melhorar a situação dos reservatórios que abastecem a capital e a Região Metropolitana. Pelo contrário: o Sistema Cantareira, responsável pelo fornecimento de água para milhões de pessoas, registrou nova queda no volume armazenado e voltou a acender o sinal de alerta.

Na comparação com o dia 1º de dezembro, o nível do Cantareira caiu 0,4 ponto percentual. Há cerca de 15 dias, o sistema operava com 20,8% da capacidade; agora, o índice recuou para 20,4%, mantendo-se em faixa considerada preocupante por especialistas.

Outro manancial em situação delicada é o Sistema Alto Tietê, que também apresentou retração. O volume armazenado passou de 19% para 18,2%, uma queda de 0,8 ponto percentual, segundo dados divulgados neste domingo (14).

A Guarapiranga, por sua vez, apresentou comportamento diferente. O reservatório registrou recuperação nos últimos dias, com o volume subindo de 44,6% para 48,8%, alta de 4,2 pontos percentuais, impulsionada pelas chuvas concentradas em sua área de captação.

Apesar dessa melhora pontual, o cenário geral segue desfavorável. A orientação é de uso consciente da água, já que a previsão de chuvas para o Sul de Minas Gerais até o fim de dezembro — região que influencia o Sistema Cantareira — não deve provocar impacto relevante nos níveis dos reservatórios até o início de 2026.

A reportagem procurou a Sabesp para comentar a situação e as estratégias adotadas diante da queda nos níveis de armazenamento, mas não obteve retorno até a publicação.

Previsão do tempo: retorno de chuvas

Segundo o Centro de Gerenciamento de Emergências (CGE) da Prefeitura de São Paulo, a chegada de uma frente fria deve favorecer o retorno de chuvas mais abrangentes ao longo desta semana na capital paulista. Ainda assim, técnicos reforçam que, mesmo com a mudança no tempo, a economia de água continua sendo essencial para evitar um agravamento da crise hídrica.

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