Sediada no município de Barueri, no bairro Alphaville, a fabricante de óculos de sol e de grau, relógios e acessórios Chilli Beans, fundada em 1997 pelo empresário Caito Maia, posiciona-se como uma das maiores marcas em vendas de óculos escuros na América Latina. Hoje, a Chilli Beans representa cerca de 16% da fatia de mercado nacional, deixando para trás marcas como a norte-americana Ray-Ban, que figura em 1º lugar em todos os países que atua, menos no Brasil – hoje, representa 12,5% do mercado brasileiro. E mais um quesito corrobora para que a marca de Caito se mantenha no topo: o faturamento.
Reportagem publicada pela “Forbes Brasil” aponta que neste ano a marca espera faturar 1 bilhão de reais. É o que afirma Caito Maia à reportagem da Forbes. Esse faturamento representa crescimento vertiginoso da empresa em relação ao ano passado, quando atingiu R$ 650 milhões. Atualmente, a marca possui 1.000 lojas franqueadas espalhadas por todo o Brasil e está presente em países como Estados Unidos, Portugal, México, Tailândia, Colômbia, Chile e Emirados Árabes.
O maior rendimento, cerca de 75%, é oriundo das lojas de shoppings e centros comerciais, mesmo com o crescimento das vendas online de 3% para 12% desde o início da pandemia da covid-19. A Ótica Chilli Beans, lançada em 2019, já representa 18% dos ganhos da marca.
Estratégias para crescer
Para atingir R$ 1 bilhão em faturamento, a Chilli Beans investe pesado na expansão internacional da marca e sustentabilidade, tanto assim que parte dos óculos passaram a ser produzidos com materiais recicláveis e até o fim do ano a expectativa é de que 30% da produção seja feita com material reciclado – aproximadamente 1 milhão de peças.
“Eu acredito que para uma marca ter sucesso, é preciso pensar em como ela pode se mandar ativa nos próximos quatro a cinco anos. Nós sabemos que o gosto do público jovem muda muito rápido e esse é um risco grande, mas confio que o modo como agimos e as iniciativas que temos hoje vão nos manter no mercado”, comenta o CEO da empresa em entrevista a Revista “Forbes”.
Outra iniciativa colocada em marcha é a inclusão de containers autossuficientes produzidos com materiais plásticos retirados do mar e abastecidos com energia solar, que funcionam como quiosques de vendas. Não bastasse as questões ecológicas, os franqueados poderão reduzir drasticamente os custos com o aluguel de espaço, por exemplo.
*Com informações do portal “Forbes Brasil“.







