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Carapicuíba: policial civil é a primeira vítima identificada no cemitério clandestino do crime

Escrivã lotada em Jandira estava desaparecida e foi identificada no IML. Até o momento, cinco corpos foram encontrados
Local foi descoberto após investigações do 1º Distrito Policial de Carapicuíba (Divulgação/Agência Brasil)

Uma escrivã da Polícia Civil lotada no município de Jandira é a primeira vítima identificada do cemitério clandestino do crime organizado, localizado em terreno na rua José Guardino, Carapicuíba, pelo Instituto Médico Legal de Osasco. 

A identificação da agente de segurança ocorreu na madrugada desta terça-feira, 1º de fevereiro. Até o momento, cinco corpos foram localizados. Segundo as autoridades policiais, o local pode ainda ter dezenas de outros cadáveres. 

A policial estava desaparecida desde o dia 13 do mês passado. As informações preliminares apontam que a agente passava por um momento difícil e pode ter sido capturada pelo crime organizado em virtude de sua função. Ela foi julgada e torturada pelo criminosos além de ter tido partes do corpo dilaceradas. 

O local foi descoberto após investigações do 1º Distrito Policial de Carapicuíba. “A partir de investigação que apura crimes de tráfico de drogas e organização criminosa, policiais desta unidade identificaram o local onde vítimas eram submetidas a julgamento pelo denominado “Tribunal do Crime” e depois mortas e enterradas”, explicou o delegado-titular do 1º DP de Carapicuíba, Marcelo do Prado.

“A apuração já conta com a identificação de eventuais mandantes e outros envolvidos na prática dos crimes que resultaram na morte das vítimas”, diz Prado.