Quatro policiais civis foram presos nesta terça-feira (12) durante uma operação da Corregedoria Geral da Polícia Civil de São Paulo, com apoio do Ministério Público, suspeitos de extorquir um homem em Carapicuíba, na Grande São Paulo. Segundo a investigação, os agentes exigiram R$ 1 milhão para não forjar um flagrante de tráfico de drogas contra a vítima.
A apuração indica que o homem foi levado sem justificativa legal para a Delegacia de Investigações Sobre Entorpecentes (DISE) de Carapicuíba, onde permaneceu retido dentro da unidade policial até que parte do valor fosse paga.
De acordo com a investigação, a vítima só foi liberada após um familiar entregar R$ 303 mil em espécie aos policiais em uma padaria de Barueri. O restante da quantia teria sido negociado para pagamento parcelado.
A Justiça também determinou o bloqueio de até R$ 2 milhões em bens dos policiais investigados. Eles foram identificados como Tiago Henrique de Souza Carvalho, Diogo Prieto Junior, Roberto Castelano e João Ruper Rodrigues. Três deles atuam na Dise de Carapicuíba e um no 1º Distrito Policial de Taboão da Serra.
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A investigação aponta que João Ruper Rodrigues seria o principal responsável pelas cobranças e recebimento do dinheiro das extorsões. Enquanto Tiago Henrique de Souza Carvalho participava da abordagem inicial das vítimas, das ameaças e da renegociação dos valores exigidos.
Já Roberto Castelano teria chefiado a diligência que resultou na condução da vítima até a delegacia, e Diogo Prieto Junior teria participado tanto da ação inicial quanto do recebimento do dinheiro.
Apreensão de material
A operação, batizada de “Quina”, cumpriu mandados de prisão temporária e de busca e apreensão nas casas dos agentes e nas delegacias onde atuavam. Celulares, documentos e equipamentos eletrônicos foram apreendidos e serão submetidos à perícia.
As investigações apontam ainda que um segundo homem, também identificado como vítima de extorsão no caso, participou do sequestro da mãe do ex-jogador Robinho, no litoral paulista, segundo informações da polícia.
Em nota, a Corregedoria da Polícia Civil afirmou que a instituição mantém “compromisso permanente com a legalidade, a ética, a transparência institucional e o combate rigoroso a quaisquer desvios de conduta funcional”.
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