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Cantareira: nível do reservatório melhora, mas restrições serão mantidas

Redução de pressão noturna continuará por 10 horas; apesar das chuvas, sistema Cantareira opera com cerca de 36% da capacidade
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Sistema Cantareira, abastece diversas cidades da Região Oeste como Osasco, Barueri e Carapicuíba (Divulgação/Sabesp)

As chuvas registradas no início do ano elevaram o nível dos principais reservatórios que abastecem a Grande São Paulo, mas não foram suficientes para normalizar a situação hídrica da região. Diante do cenário, a redução de pressão na rede de distribuição de água durante a noite será mantida.

Dados da Sabesp indicam que, em fevereiro, o volume útil do Sistema Integrado Metropolitano (SIM) subiu de 35,6% para 48,2%. Ainda assim, segundo a agência reguladora SP Águas, a medida de diminuição da pressão por 10 horas diárias segue em vigor como parte do plano de contingência adotado desde agosto do ano passado.

A redução ocorre todas as noites. Sem pressão suficiente na tubulação, a água não alcança imóveis localizados em áreas mais altas, o que tem provocado queixas em bairros da periferia. No Capão Redondo, na zona sul da capital, moradores relatam interrupções frequentes no abastecimento.

Tradicionalmente, o período de maior volume de chuvas em São Paulo vai de outubro a março, fase essencial para recompor as represas que sustentam o abastecimento ao longo do restante do ano. Faltando apenas um mês para o fim desse ciclo, os níveis seguem abaixo do esperado.

No Sistema Cantareira, responsável por atender cerca de 9 milhões de pessoas, o acumulado entre outubro de 2025 e fevereiro de 2026 foi de 75 bilhões de litros — volume inferior à média da última década. Atualmente, o sistema opera com aproximadamente 36% da capacidade. Trata-se do terceiro pior desempenho de chuvas para o período nos últimos dez anos.

O SIM, que reúne sete mananciais, registrou o menor nível para fevereiro desde 2016, ano seguinte à crise hídrica que afetou a região metropolitana.

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