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Bunjiro Nakao: trecho Cotia–Ibiúna avança nas obras de duplicação

O projeto de duplicação da Bunjiro Nakao prevê a implantação e a adequação de 12 dispositivos de retorno ao longo do segmento
Segundo a empresa, atualmente, as equipes executam serviços de limpeza, terraplenagem, implantação de drenagem (Divulgação/Sorocabana)

As obras da duplicação da Rodovia Bunjiro Nakao no trecho entre os km 45 e 68,7, que liga os municípios de Vargem Grande Paulista, Cotia e Ibiúna, seguem avançando. As ações são promovidas pela concessionária Sorocabana, que administra o trecho.

De acordo com boletim, divulgado na sexta-feira (20), após o início das atividades de pavimentação no fim do ano passado, o projeto entra agora em uma etapa mais robusta, com trabalhos dedicados à implantação e à conclusão de dispositivos de retorno e rotatórias ao longo do trecho.

Segundo a empresa, atualmente, as equipes executam serviços de limpeza, terraplenagem, implantação de drenagem e aplicação de novo pavimento nas áreas em intervenção. Cinco frentes de trabalho estão mobilizadas e estão atuando nos quilômetros 49, 52, 58, 63 e 65.

A previsão contratual para conclusão das obras de duplicação é março de 2027. Até lá, a Sorocabana seguirá executando as etapas do cronograma.

Dispositivos de retorno previstos no trecho da Bunjiro Nakao

O projeto de duplicação da Bunjiro Nakao prevê a implantação e a adequação de 12 dispositivos de retorno ao longo do segmento. Desse total:

• 7 são novos dispositivos;

• 5 correspondem a melhorias ou conclusões de estruturas já existentes;

• 5 já estão estruturalmente concluídos, restando apenas serviços de acabamento.

As intervenções na Bunjiro Nakao contempla dois cenários principais: a finalização de trabalhos anteriormente iniciados e a implantação de novos dispositivos, garantindo maior organização e disciplinamento dos fluxos locais.

Todos os dispositivos previstos são em nível, ou seja, implantados na mesma plataforma da rodovia, sem necessidade de desníveis, como viadutos ou túneis.

“Entre os modelos adotados está a chamada rotatória alongada — uma variação da rotatória tradicional em que a distância entre os pontos de conflito é ampliada. Esse formato favorece a fluidez do tráfego, reduz entrelaçamentos e cruzamentos diretos, além de otimizar a geometria da via”, destaca a empresa.

Benefícios das obras

Obras seguem até 2027 (Divulgação/Sorocabana)

• Melhoria da fluidez do tráfego na Bunjiro Nakao;

• Aumento da segurança viária;

• Redução de conflitos de cruzamento e conversões perigosas;

• Atendimento mais adequado a veículos leves, caminhões e ao transporte agrícola/local;

• Ampliação da capacidade de tráfego.

Impacto controlado e integração com outras estruturas

“Neste estágio, as obras estão sendo realizadas, em sua maior parte, em segmentos sem fluxo de tráfego, o que significa que não há impacto relevante na operação e no nível de serviço da rodovia”, explica a empresa.

O projeto também contempla a execução de Obras de Arte Especiais (OAEs), fundamentais para a transposição de obstáculos e para a integração dos novos dispositivos ao traçado duplicado.

Além disso, o conjunto de intervenções prevê a implantação e a adequação de passarelas, promovendo mais segurança para pedestres e comunidades lindeiras.

“As melhorias em acessos e retornos preparam a rodovia Bunjiro Nakao (SP-250) para um cenário futuro de maior demanda de tráfego, acompanhando o desenvolvimento regional. Com características fortemente ligadas ao turismo rural e à presença de chácaras e propriedades agrícolas, especialmente em Ibiúna, a modernização da rodovia tende a impulsionar a valorização da região, atrair novos empreendimentos e facilitar o deslocamento diário de moradores e visitantes.

O que está previsto para a futura duplicação

O conjunto de investimentos da Sorocabana para a duplicação da Bunjiro Nakao prevê um amplo pacote de obras que transformarão a capacidade e a segurança da rodovia, incluindo:

  • 10 km de nova duplicação em pavimento flexível;
  • 14 km de segmentos já duplicados que serão finalizados e integrados ao novo traçado;
  • 4 Obras de Arte Especiais (OAEs), como pontes e viadutos;
  • 08 passarelas novas para pedestres;
  • 03 adequações de passarelas;
  • 6 novos dispositivos de retorno, ampliando a acessibilidade e a segurança dos usuários.

Essas intervenções permitirão segregar o tráfego local do de longa distância, reduzir o tempo de viagem, melhorar a fluidez e trazer mais segurança aos motoristas e às comunidades lindeiras.

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