giro

Prepare o bolso: conta de luz fica mais cara a partir de 4 de julho

Para os consumidores em Baixa Tensão (residências, pequenos comércios), o reajuste na conta ultrapassará os 13%. Saiba mais
conta
As tarifas são reguladas pela Aneel (Divulgação/Freepik)

Para os consumidores em Baixa Tensão (residências, pequenos comércios), o reajuste na conta ultrapassará os 13%. Saiba mais

Prepare o bolso! Além da bandeira vermelha em julho, a conta de luz sofrerá reajuste tarifário da Enel Distribuição São Paulo, aprovado pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). O novo índice estabelece um efeito médio de 13,94% de aumento nas tarifas para os consumidores atendidos pela distribuidora na área de concessão da Enel SP. O reajuste passa a valer a partir de 4 de julho.

Para os consumidores em Baixa Tensão (residências, pequenos comércios), o reajuste da conta de energia elétrica será de 13,47%. Já para os consumidores em Alta Tensão, que inclui indústrias, shoppings, e grandes unidades, o impacto será ainda maior na conta, de 15,77%.

O reajuste aprovado pela Aneel é resultado, principalmente, da elevação de custos que não são de responsabilidade e gerenciáveis pela companhia – como encargos setoriais definidos em Leis e Decretos e aquisição de energia. Esses fatores, definidos por regulamentação federal, somados aos custos de transmissão e tributos federais e estaduais, têm impacto direto no valor final da fatura, independentemente da atuação da distribuidora.

Na composição do efeito médio de 13,94%, os encargos setoriais contribuíram em 6,44%, seguido de -0,52% para custos de transmissão e 1,38% para aquisição de energia. Os efeitos dos custos da distribuidora representaram apenas 1,02%.

+SIGA os canais de notícias do GIRO no WhatsappTelegram e Linkedin

Conta de energia elétrica: entenda o reajuste

A estrutura do reajuste tarifário é composta por duas parcelas principais:

  • Parcela A (custos que não são de responsabilidade da distribuidora: encargos, transmissão e energia): registrou variação de +7,30%;
  • Parcela B (custos gerenciáveis pela distribuidora): apresentou variação de +1,02%.

Adicionalmente, os componentes financeiros – valores pagos pelos consumidores nos 12 meses subsequentes ao reajuste – são incluídos ou retirados conforme a apuração regulatória. Desta forma, o efeito médio decorre de três ações: (i) reajuste dos custos de Parcela A e B; (ii) inclusão dos componentes financeiros atuais (-2,35%); e (iii) retirada dos componentes do ano anterior (+7,97%).

É importante destacar que o aumento da parcela da Enel SP (apenas 1,02%) é bem menor que a inflação acumulada nos últimos 12 meses (IGPM de 4,39%). 

“É fundamental esclarecer que a Enel SP não define as tarifas cobradas. Elas são reguladas pela Aneel, com base em critérios técnicos e legais. A maior parte da conta de luz é composta por custos que vão além da distribuição e incluem valores repassados aos setores de geração e transmissão, além dos tributos e encargos repassados aos governos federal e estadual. Do total arrecadado pela Enel SP, apenas 22,1% correspondem à parcela da própria distribuidora”, explica Hugo Lamin, Diretor de Regulação da Enel Brasil. 

Confira como a tarifa do consumidor resulta na composição, com a inclusão dos tributos:  

Prepare o bolso: conta de luz fica mais cara a partir de 4 de julho
(Divulgação/Enel SP)

Vamos dar um exemplo: em uma conta de R$ 100, apenas R$ 22,10 ficam com a Enel SP para operação, manutenção, pagamento das equipes, expansão da rede elétrica e remuneração dos investimentos. Os outros R$ 77,90 são destinados a custos como geração, transmissão, encargos setoriais e tributos. 

Bandeira vermelha continua

Com o cenário de chuvas abaixo da média, a geração de energia hidrelétrica, mais barata, é reduzida. Com isso, a Aneel acionou a bandeira tarifária vermelha patamar 1. Isto representa um acréscimo de R$ 4,463 a cada 100 kWh consumidos na conta de luz. 

Saiba quanto custa cada cor:

  • Bandeira verde – condições favoráveis de geração de energia. A tarifa não sofre nenhum acréscimo;
  • Bandeira amarela: condições de geração menos favoráveis. A tarifa sofre acréscimo de R$ 0,01885 para cada quilowatt-hora (kWh) consumidos;
  • Bandeira vermelha – Patamar 1: condições mais custosas de geração. A tarifa sofre acréscimo de R$ 0,04463 para cada quilowatt-hora kWh consumido.
  • Bandeira vermelha – Patamar 2: condições ainda mais custosas de geração. A tarifa sofre acréscimo de R$ 0,07877 para cada quilowatt-hora kWh consumido.
conta
Fontes mais onerosas de geração de energia, como as termoelétricas, podem ser acionadas (Divulgação/Ministério de Minas e Energia)

Jornalismo regional de qualidade
Há mais de 17 anos, o GIRO noticia os acontecimentos mais importantes nos seguintes municípios: Araçariguama, Barueri, Cajamar, Carapicuíba, Cotia, Itapevi, Jandira, Osasco, Pirapora do Bom Jesus, Santana de Parnaíba, São Roque e Vargem Grande Paulista. Agora, juntam-se a eles, as cidades de Jundiaí, São Paulo e Taboão da Serra.

Siga o perfil do jornal no Instagram e acompanhe outros conteúdos.