A empresa de turismo mineira Belvitur – que comprou o Grupo Flytour, sediado em Barueri – se prepara para lançar uma rede de franquias de agências para concorrer com outra grande operadora do País, a CVC. Elas levarão o nome da holding criada com a aquisição: BeFly.
Marcelo Cohen, dona da Belvitur, pretende converter franqueados da CVC, companhia que conta com cerca de 1,1 mil lojas e única do setor com capital aberto na B3. “Há uma insatisfação muito grande dos franqueados da CVC”, afirma Cohen. Ele acredita ser capaz de montar uma rede de 500 franquias em 18 meses, desde que não ocorra uma nova onda da covid-19. “Já temos uma lista de 80 franqueados para aprovar até o fim do semestre”, garante Cohen.
Ainda não foi definido o valor de investimento para o franqueado. O formato será multiproduto: a franquia poderá vender pacotes de qualquer operadora, seja da própria rede ou até de um concorrente como a CVC. E multicanal, com integração com o portal de e-commerce que a BeFly vai colocar no ar dentro de 120 dias. “O digital não competirá com as lojas físicas. Vamos repartir a comissão do digital, relacionando os CEPs do comprador com o do franqueado”, explica.
Investimento alto
Cohen já investiu R$ 300 milhões na construção do setor. Ele compra empresas que estão em recuperação judicial ou extrajudicial, assumindo o risco das dívidas. Atualmente, o empresário está avaliando mais 15 empresas para comprar, incluindo uma agência especializada em viagens para estudantes. Hoje, 23 empresas compõem a holding. E a expectativa é de movimentar R$ 4,5 bilhões em vendas brutas em 2022.
Desde o começo da pandemia do novo coronavírus, Cohen adquiriu várias empresas, desde startups de soluções para o trade à maior agência corporativa de viagens do País, a FlyTour, além da Queensberry, focada no setor premium. Essas duas agências têm dívidas milionárias — só a da Flytour é de R$ 142 milhões —, e sofreram com uma pandemia que gerou perdas de mais de R$ 450 bilhões em todo o setor de turismo no Brasil.
Como a reportagem do Giro S/A noticiou no ano passado, a compra do Grupo FlyTour girou em torno de R$ 500 milhões. O fundador do grupo, Eloi D’ávila Oliveira, seguiu com uma cadeira no conselho de administração da companhia. Com a aquisição, Cohen disse, à época, que a expectativa é que o novo grupo volte aos patamares de vendas de 2019, na ordem de R$ 6,2 bilhões, e até o fim de 2023 acima de R$ 10 bilhões.
*Com informações do jornal ‘O Globo’.







