Entre blocos, festas e encontros com amigos, o Carnaval costuma vir acompanhado do consumo de bebidas alcoólicas. Pensando nisso, o Governo de São Paulo alerta a população para os riscos da ingestão de bebidas adulteradas com metanol, além de reforçar a importância de adotar cuidados durante os dias de Carnaval.
Por isso, se for beber no Carnaval, adquira produtos de estabelecimentos regularizados, verifique a procedência das bebidas e evite o consumo de itens de origem desconhecida. A medida é essencial para prevenir casos de intoxicação, que podem causar graves danos à saúde e até colocar vidas em risco.
Já bares, empresas e demais estabelecimentos devem redobrar a atenção à procedência das bebidas comercializadas. A orientação é oferecer apenas produtos de fabricantes legalizados, que apresentem rótulo, lacre de segurança e selo fiscal.
No ano passado, como noticiado pelo Jornal Giro, ocorreram diversos casos de intoxicação por metanol após a ingestão de bebida adulterada, a maioria no Estado de São Paulo, com 12 óbitos, inclusive na cidade de Osasco e na capital paulista (leia no final da matéria mais detalhes).
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Carnaval: inspeção
Paralelo a essa recomendação, o Centro de Vigilância Sanitária (CVS) do Estado de SP está coordenando as ações junto às Vigilâncias Sanitárias Municipais, responsáveis pela inspeção de estabelecimentos e vendedores ambulantes que comercializam alimentos e bebidas alcoólicas, incluindo a verificação da origem e procedência dos produtos no Carnaval.
O CVS também estará fiscalizando estabelecimentos para coibir a venda e o consumo de bebidas alcoólicas por menores de 18 anos no Carnaval, conforme a Lei Estadual nº 14.592/2011. O objetivo é orientar o comércio e a população sobre as regras de comercialização e os riscos do consumo de bebidas alcoólicas por menores, com foco na prevenção e no cumprimento da legislação.
Sinais e sintomas de alerta de bebida adulterada
- Iniciais (até 6h após ingestão): dor abdominal intensa, sonolência, falta de coordenação, tontura, náuseas, vômitos, dor de cabeça, confusão mental, taquicardia e pressão arterial baixa;
- Entre 6h e 24h: visão turva, fotofobia, visão embaçada, pupilas dilatadas, perda da visão das cores, convulsões, coma, acidose metabólica grave; e
- Em casos mais graves, o paciente pode evoluir para cegueira irreversível, choque, pancreatite, insuficiência renal, necrose de gânglios da base com tremor, rigidez e lentidão dos movimentos.
Balanço de casos
A Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo (SES-SP) atualizou, na quarta-feira (11/02), o balanço de casos relacionados à intoxicação por metanol. Agora, são 570 casos descartados.
No total, foram confirmados 52 casos, sendo 12 óbitos – quatro homens de 26, 45, 48 e 54 anos residentes da cidade de São Paulo; uma mulher de 30 anos e um homem de 62 anos, de São Bernardo do Campo; dois homens de 23 e 25 anos e uma mulher de 27 anos de Osasco; um homem de 37 anos, de Jundiaí; um homem de 26 anos, de Sorocaba; e um homem de 26 anos de Mauá.
Atualmente, quatro óbitos permanecem sob investigação: um em Guariba, de um paciente de 39 anos, um de São José dos Campos, de 31 anos, e dois de Cajamar, de 29 e 38 anos.

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