O 5º Batalhão de Ações Especiais de Polícia (Baep) prendeu ontem (17), em uma comunidade do Munhoz Jr. em Osasco, um homem condenado a mais de 23 anos por matar, com requintes de crueldade, um jovem de 23 anos na cidade de Euclides da Cunha, na Bahia.
Segundo a Polícia Militar (PM), os policiais do Baep estavam em patrulhamento pelo bairro e, quando se aproximaram de Leonardo Luiz Ribeiro Paulino, vulgo Leo, de 20 anos, o rapaz demonstrou nervosismo ao ver os militares. Com a atitude suspeita ele foi abordado. Na revista pessoal, nada irregular foi encontrado. Ao apresentar o documento, ele entregou aos agentes de segurança o RG que realizaram a consulta na Central de Operações da PM (Copom).
Com os dados irregulares, foi realizada uma busca minuciosa nos órgãos públicos nacionais e acabou constando que o criminoso era procurado pelo crime bárbaro cometido contra o jovem Rubens Lef dos Santos, ocorrido no dia 10/01/2017 na cidade localizada na Bahia. O homicida foi preso após o crime e esteve na cadeia até abril do ano passado, quando conseguiu fugir do Complexo da Mata Escura (BA).
O caso foi registrado como captura de procurado e uso de documento falso no 10º DP. O assassino deve ser entregue às autoridades da Bahia nesta quinta-feira (18).
O crime bárbaro
De acordo com o Ministério Público da Bahia (MPBA), Leo, na época com 18 anos, e um comparsa, aproveitaram-se que a vítima estava dormindo quando o assassino atingiu a cabeça desta com um paralelepípedo, deixando-a atordoada e impedida de qualquer reação, e o golpeou, em seguida, com uma faca, por várias vezes, vindo a, após, pegar um pedaço de pau e desferiu vários golpes. Com extrema frieza, Leonardo chegou a gravar um vídeo em seu celular, com a vítima agonizando, quando lambeu as mãos sujas com o sangue. Na sequência, ele e os comparsas enrolaram o jovem em um colchão e jogaram em um matagal. O fato ocorreu na casa do assassino.
Após fugir do local, ele foi preso quatro dias depois do crime em uma cidade vizinha por policiais da 25ª Coordenadoria Regional de Polícia do Interior (Coorpin) e foi levado a Júri popular sendo condenado a 23 anos e 4 meses em 2019. O réu ficou preso até abril do ano passado quando fugiu com mais 11 detentos do presídio.
Segundo a denúncia, a motivação do crime teria sido o tráfico de drogas.






