Aumento do parto natural é incentivado por hospitais

A Organização Mundial de Saúde defende que intervenções médicas como as cesáreas devem ser evitadas

​Por Raquel Duarte

Agendar o horário do nascimento do bebê está cada vez mais antiquado. Embora tenha sido preferência de muitas mulheres pela comodidade que o procedimento representa, o crescimento deste tipo de intervenção médica fez com que no início de 2018 a Organização Mundial de Saúde (OMS) determinasse novas recomendações para o trabalho de parto, priorizando o parto natural e humanizado.

De acordo com a organização, 140 milhões de partos são realizados no mundo todos os anos e a maioria deles sem intercorrências. A regra é que, no parto sem qualquer complicação, não haja nenhuma intervenção externa. Outra condenação da OMS é a utilização de medicamentos que aceleram o trabalho de parto, considerados evasivos e desnecessários.

O Hospital Albert Einstein que está na fase 2 do Projeto Parto Adequado registrou aumento de 8% de partos naturais em menos de 12 meses. Os números são resultado de parcerias com a Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) e o Institute for Healthcare Improvement (IHI) que tem como objetivo identificar modelos inovadores e viáveis de atenção ao parto e ao nascimento, focando na conscientização não só de gestantes como de toda a rede obstétrica sobre as vantagens do parto normal.

Em Osasco o Hospital Cruzeiro do Sul cuja a maternidade foi transferida para o Hospital Renascença também integra o Projeto Parto Adequado com mais de 126 hospitais e 62 operadoras de planos de saúde.

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