O prefeito Rubens Furlan (PSDB) utilizou as redes sociais para passar um panorama das ações desenvolvidas pela administração para combater a propagação do coronavírus em Barueri. Segundo o prefeito, após ter decretado estado de emergência na cidade, a administração pretende ampliar o número de leitos de UTI.
“Até pouco tempo atrás a cidade não tinha leitos de isolamento para atender as pessoas vítimas do coronavírus. Hoje, nós temos 60 leitos de isolamento que estamos vamos chegar a 50 leitos de UTI”, disse frisando que não é suficiente para atender o possível número de pacientes infectados com o Covid-19. “Sabemos que não é suficiente, mas todos nós, prefeitos da região estamos empenhados e adotando medidas para evitar o caos que aconteceu na Itália”, garante.
Furlan ainda aproveitou a transmissão para puxar as orelhas da população que não respeita as orientações das autoridades da saúde. “A gente vê que ainda existem pessoas com resistência as orientações. Tem gente que insiste em promover e participar de aglomeração. Não é o momento de achar que não acontece nada. Estamos vendo o que acontece na Itália, que hoje não tem cova para enterrar todas as pessoas. Agora, nós temos a experiência deles para agir com antecedência”, alertou acrescentando que não quer causar pânico na população.
“Ninguém está de férias coletivas, estamos tentando evitar proliferação do vírus. Ficar em casa hoje é recomendado por todos os médicos e técnicos de saúde do mundo inteiro. Queremos que a população tome cuidado. O Papa fechou o vaticano, algumas igrejas evangélicas cancelaram os cultos. Então, fiquem em casa”, enfatiza.
O prefeito de Barueri fez questão de enfatizar que a precaução é dever de todos. “A Itália e outros países da Europa pagaram para ver. Nós não precisamos passar pela mesma coisa que eles passaram, só depende de nós. Hoje, tenho 90 leitos vazios, mais 50 de UTI que estão vazios e com capacidade para atender os pacientes de hoje, mas não sei por quanto tempo conseguiremos atender todos os pacientes. Essa situação não vai durar para sempre. Temos que ter paciência pelos próximos 90 dias”, afirma.
Furlan ainda falou que as pessoas que apresentarem sintomas devem procurar uma das UBS. “Temos equipes preparadas para dar suporte. A partir de lá, o médico vai dizer para onde o paciente deve ser encaminhado. A nossa preocupação é muito grande, pois, o número pode aumentar. Estamos todos focados no trabalho e no combate e os demais serviços funcionarão de forma online”, finaliza.






