Varíola dos macacos não é transmitida pelos animais, alerta Vigilância em Saúde de Barueri

O vírus da monkeypox, que faz parte da mesma família da varíola, é transmitido entre pessoas e o atual surto tem prevalência de transmissão de contato íntimo e sexual
Maltratar animais é crime previsto por lei, e que pode render prisão e multa ao agressor (Divulgação/Freepik)

O vírus da monkeypox, que faz parte da mesma família da varíola, é transmitido entre pessoas e o atual surto tem prevalência de transmissão de contato íntimo e sexual

Recentemente a Vigilância em Saúde, órgão ligado à secretaria Municipal de Saúde de Barueri, soltou uma nota, comunicando que macacos estavam sendo atacados em diferentes partes de nosso país por conta da associação que as pessoas estavam fazendo com o aumento de casos da varíola dos macacos (monkeypox). Já foram notificados casos de apedrejamento, envenenamento e perseguição a esses animais.

Além disso, o órgão informou que o atual surto não tem a participação de macacos na transmissão para seres humanos. O vírus da monkeypox, que faz parte da mesma família da varíola, é transmitido entre pessoas e o atual surto tem prevalência de transmissão de contato íntimo e sexual. O órgão também salientou que maltratar animais é crime previsto por lei, e que pode render prisão e multa ao agressor.

Mas apesar de muitas prefeituras já estarem soltando alertas contra os maus-tratos, como fez Barueri, o fato continua preocupando, e muito, gestores conscientes e ativistas em prol dos direitos dos animais. Raquel Sabino, mais conhecida como KazVeg, ativista anti-opressões e atuante pelo Movimento Nação Vegana Brasil, diz que “informações equivocadas, proliferadas irresponsavelmente, ainda estão chegando às populações humanas que residem próximas a regiões preservadas, sendo que a maioria dessas informações está carregada de discriminação de espécie (especismo). Isso porque o nome do vírus, da nova varíola, associado diretamente a esses animais, os afeta em cheio, e da pior forma. Por isso, informar bem é urgente. A vida de cada macaco, que está em evidência ante esse surto da nova varíola, segue muito ameaçada, e seguirá, enquanto sua existência não for desvinculada da doença”.

Kaz afirma ainda que os cientistas deveriam tomar mais cuidado com a escolha do nome dado às doenças de forma geral, principalmente quando nesse nome estão inclusos animais. “Nossa sociedade, ainda baseada no antropocentrismo, sustenta a visão de que a humanidade é o principal referencial e que as demais espécies são invasoras e ameaçadoras. Isso colabora com o massacre de animais não humanos e com a extinção de muitas espécies, sendo que todas são importantes. Por isso, cientistas devem abolir o especismo de suas práticas, zelando de modo biocêntrico por vidas humanas e não humanas, abordando doenças exclusivamente humanas e também zoonoses a partir da visão integrada de “Saúde Única”, sem dissociar saúde humana, animal e ambiental”, declara.

Prevenção contra a monkeypox (MPX):

– Evitar contato íntimo ou sexual com pessoas que tenham lesões na pele;

– Evitar beijar, abraçar ou fazer sexo com alguém com a doença;

– Higienização das mãos com água e sabão e uso de álcool gel;

– Não compartilhar roupas de cama, toalhas, talheres, copos, objetos pessoais ou brinquedos sexuais;

– Uso de máscaras, protegendo contra gotículas e saliva, entre casos confirmados e contactantes.

Sintomas da monkeypox (MPX):

– O principal sintoma é o aparecimento de lesões parecidas com espinhas ou bolhas, que podem surgir no rosto, dentro da boca ou em outras partes do corpo, como mãos, pés, peito, genitais ou ânus;

– Caroço no pescoço, axila e virilhas;

– Febre;

– Dor de cabeça;

– Calafrios;

– Cansaço;

– Dores musculares.