Desde 2016 foram instaurados 8.428 inquéritos de violência contra a mulher nas Delegacias de Defesa da Mulher de Osasco, Barueri, Carapicuíba, Cotia, Itapevi e Santana de Parnaíba. Desses, 1.155 foram esclarecidos e encaminhados para Justiça, ou 13,7%. Jandira não possui unidade especializada. Região não conta com nenhuma dessas delegacias 24 horas.
Em 2018, em comparação a 2017, houve redução de 52% – de 1.173 para 616 em Osasco. Nas demais, leve redução.
Segundo agentes de segurança que atuam nas DDMs, há falta de policiais para o andamento das investigações.
As formas de violência contra a mulher vão defísica, psicológica, sexual, patrimonial a moral.
Para a pesquisadora da Universidade de São Paulo Ana Flávia d’Oliveira, essa violência é como se fosse um fato de segunda categoria, assim como os serviços de acolhimento. “Veja o caso da Delegacia de Defesa da Mulher, que não é muito valorizada dentro da Secretaria de Segurança Pública, e as varas especiais criminais da violência contra a mulher, relegadas a segundo plano dentro do Poder Judiciário.” A SSP não quis comentar sobre o assunto e melhorias nas DDMs da região.
Crimes contra a mulher não precisam ser denunciados apenas nas Delegacias da Mulher. Todos DPs podem receber queixa e transferir o caso para uma delegacia especializada. A autoridade policial deverá ouvir a mulher agredida, lavrar o BO, colher todas provas que servirem para o esclarecimento do fato e remeter, no prazo de 48 horas, expediente ao juiz com pedido para concessão de medidas protetivas de urgência. Após o registro da ocorrência, a autoridade deverá determinar a realização do exame de corpo de delito.






