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Alesp: Conselho de Ética aprova suspensão, por quatro meses, de deputado que passou a mão em colega

Deputado Fernando Cury foi acusado de importunação sexual; resultado divergiu do voto do relator, Emidio de Souza, que pediu punição mais dura, por meio do corte de benefícios Devido a pandemia, a reunião aconteceu em ambiente virtual (Divulgação / Reprodução Alesp) O Conselho de Ética da Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp) aprovou nesta sexta-feira (5) a suspensão do mandato do deputado Fernando Cury (Cidadania) por quatro meses, no processo em que a deputada Isa Penna (PSOL) o acusa de importunação sexual. Agora, o processo segue para o plenário da Alesp que vai ratificar ou não a decisão do conselho. Há dois dias, o deputado Emidio de Souza (PT), relator do caso, leu o relatório sobre o caso e sugeriu que Cury fosse punido com um afastamento do cargo pelo prazo de seis meses. Ele considerou que "o corpo da mulher não pode mais ser objeto da lascívia masculina", e que "o fato em análise causou imensos danos à imagem, à vida e à dignidade da representante".Porém, na reunião de hoje, os nove integrantes concordaram com a condenação, mas divergiram sobre o tipo de punição. Com isso, o voto de Wellington Moura (Republicanos) foi acompanhado por outros quatro deputados: Adalberto Freitas (PSL), Delegado Olim (PP), Alex de Madureira (PSD) e Estevam Galvão (DEM), e definiu a punição de afastamento por quatro meses.Após a decisão, os deputados Emidio de Souza e Barros Munhoz disseram que não gostariam mais de fazer parte do Conselho de Ética. "Não há mais o que fazer ali. Uma vergonha o que fizeram hoje", disse Emidio de Souza, na reunião.