O Dia dos Pais será em 12 de agosto. Embora seja uma data importante, para o comércio é a de menor relevância. De acordo com o assessor econômico da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP) Altamiro Carvalho isso ocorre porque em muitos casos é o próprio pai que paga pelo presente e é um período pós-férias. “O impacto das vendas de Dia dos Pais é reduzido.”
A expectativa da Associação Comercial e Empresarial de Barueri (Acib) é que o comércio registre alta de 3% a 5% nas vendas do Dia dos Pais, em relação a 2017.
“Se mantivermos a tendência de tempo frio, peças do vestuário, principalmente casacos e blusas devem puxar as opções de presentes, já que as lojas anteciparam suas liquidações. Celulares devem estar entre os destaques também e, caso hajam ofertas atrativas aliadas a boas condições de pagamento, os televisores que estão numerosos nos estoques devido à saída prematura do Brasil da Copa do Mundo podem ter aí a chance de ir para a casa do consumidor”, afirma Moacyr Felix, presidente da entidade.
Entretanto, agosto, com suas peculiaridades, é o melhor mês para alguns segmentos de duráveis, caso de material de construção, móveis e decoração e automóveis. “É um mês que costuma ficar na média. O que temos de estimativa este ano é que talvez venha a apresentar um crescimento de 4%, muito em função da venda de eletrodomésticos e eletroeletrônicos, que têm projeção de crescimento de 12% em relação a agosto do ano passado”, explica o economista da Fecomercio.
Carvalho aponta que essa alta de bens duráveis já vem ocorrendo ao longo de 2018, como um efeito de restauração do consumo represado dos últimos dois anos. “Tivemos o maior baque na história do varejo em 2015 e 2016, então desde 2017 já ocorre esse movimento de recomposição, que se prolonga em 2018 com ajudado retorno ao crédito”, informa o economista.
Ou seja, a tendência de alta não deve ocorrer em função do Dia dos Pais.
Já a venda de automóveis, além da troca de ano/modelo (carros saem da fábrica como 2019) há um ciclo positivo de vendas, após um período de queda, com adendo de mais facilidades de financiamento.






