Administração municipal de Barueri realiza ações contra o uso de cerol e linha chilena em pipas

Objetivo é educar e coibir o uso desse material cortante, que mata cerca de 500 pessoas anualmente no Brasil, de acordo com Associação Brasileira de Motociclistas
O Cerol ou a linha chilena transformam o cordão da pipa em arma mortal (Divulgação / Secom Barueri)

Soltar pipas pode parecer uma brincadeira inocente, mas não é bem isso que um estudo da Associação Brasileira de Motociclistas (Abram) revela. De acordo com a entidade, todos os anos, somente no Brasil, ao menos 500 pessoas morrem por ferimentos causados por linha de pipa com material cortante. Além de matar e ferir seres humanos, o uso de cerol e linha chilena em pipas também mata animais e lesa bens públicos e privados.

Por todas essas razões, a GCM Barueri tem realizado uma série de operações nas ruas da cidade, principalmente aos finais de semana, com o intuito de educar e coibir o uso desse material tão perigoso. A Prefeitura também está desenvolvendo campanha de divulgação específica para as escolas municipais.

Esse trabalho tem como base a lei 2.054 de 4 de abril de 2021, que proíbe, no âmbito municipal, em qualquer área de terreno, público ou privado, a fabricação, venda, fornecimento ou utilização de “cerol” ou “linha chilena” (mistura de cola e vidro moído, ou em pó de quartzo moído e óxido de alumínio, em linha ou cordão). Quem descumpre esta lei está sujeito à multa no valor de 25 UFIBs (Unidade Fiscal de Barueri), que equivale, atualmente, a R$ 959,25.