A tensão com relação a segurança durante os Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro, em um momento que ataques terroristas têm ocorrido na Europa, teve um novo capítulo nesta semana. A Polícia Federal prendeu na quinta- feira (21) dez pessoas suspeitas de planejarem atos terroristas no Brasil, a 15 dias da abertura da Olimpíada.
No entanto, os nomes dos suspeitos não foram divulgados e a ação corre em segredo de justiça.
A operação policial investiga possível participação de brasileiros em organização criminosa de alcance internacional, como uma célula do Estado Islâmico no país. “Eles passaram de simples comentários sobre Estado Islâmico e terrorismo para atos preparatórios”, disse o ministro da Justiça, Alexandre de Moraes.
As prisões ocorreram em 10 estados e todos os detidos são brasileiros. De acordo com o ministro, o grupo se comunicava por aplicativos de trocas de mensagens e a operação foi denominada de ‘Hashtag’. Moraes, contudo, alegou ser “uma célula amadora”.
Os mandados foram autorizados pela 14ª Vara Federal de Curitiba. Os pedidos de prisão temporária por 30 dias poderão ser prorrogados por mais 30. Em nota, a PF afirmou que as informações foram obtidas a partir das quebras de sigilo de dados telefônicos, que “revelaram indícios de que os investigados preconizam a intolerância racial, de gênero e religiosa, o uso de armas e táticas de guerrilha”.






