Coronavírus: vendas de máscara e álcool disparam

Procura. Com a divulgação dos casos, os dois itens já faltam nas drogarias, que não estão conseguindo com rapidez repor o estoque dos produtos

O Brasil tem oito casos confirmados do coronavírus na capital paulista. Com isso, as pessoas têm corrido nas farmácias para adquirir máscara e álcool gel.

De acordo com o Grupo DPSP (Drogarias Pacheco e Drogaria São Paulo), houve aumento de 242,4% na venda de máscaras descartáveis e de 1.167,1% na d álcool em gel nos dias 24, 25 e 26/2 comparado ao mesmo período em 2019.

A Drogaria Econômica de Osasco viu esses produtos sumirem de suas prateleiras. “Na quinta-feira, dia 27/2, comprei mil unidades de álcool gel e no sábado de manhã já não tinha mais.

Máscara está em falta faz um grande tempo em vários lugares”, conta o farmacêutico e proprietário Adriano Buonaduce Dotto da Silva, que acredita que os hospitais e postos de saúde têm sido prioridade para os distribuidores. 

“Além disso, como teve muito alarme sobre a doença, as pessoas começaram a comprar em excesso e a produção não estava preparada”, complementa.
A máscara custa em média R$ 1 de venda a unidade. A caixa fechada com 50 unidades sai por volta de R$ 25 reais. “Álcool gel vendíamos o pequeno por R$ 7 e o grande por R$ 12,50”, acrescenta.

Silva conta que uma cliente foi comprar álcool gel em uma farmácia de São Paulo e pegou o último frasco da loja. 

“Quando ela já estava no caixa, uma senhora entrou desesperada pedindo o produto. Ao visualizar o álcool gel em cima da bancada, pegou-o e disse que era dela e que precisava passar álcool na mão pois não queria morrer. O dono da farmácia foi chamado e disse para a senhora que não há motivo para pânico, para se informar melhor, e pediu para ela devolver o produto à cliente”, conta Silva.

Ainda segundo a cliente, pessoas estão andando de máscaras na capital paulista.

Ricardo Ribeiro Costa, da Drogaria Nova Scala, também está com dificuldade de adquirir os dois produtos. “Estamos tentando comprar, mas os distribuidores não têm. Depois do primeiro caso confirmado, a procura está sendo grande”, conta Costa. A farmácia ainda tem álcool gel no estoque, mas não sabe se conseguirá repor.