Uso de patinete elétrico ainda vai demorar na região

Especialista aponta a falta de ciclovias e de regulamentação nas cidades como problemas
Serviço do patinete é oferecido apenas na região da Avenida Faria Lima, na capital – Foto: Grow/Divulgação

Sensação do momento no deslocamento em bairros de São Paulo, os serviços de compartilhamento de bicicletas e patinetes elétricos ainda vão levar tempo para chegar às cidades da região. Um dos desafios para esse tipo de transporte, mais comum em áreas consideradas nobres, é a falta de regulamentação e poucas ciclovias por aqui.

A Grow, holding que detém as marcas de patinetes, bicicletas e bicicletas elétricas Grin e Yellow, não descarta atuar na região. “A empresa tem sempre intenção de ampliá-la, mas ainda não temos detalhes para essa região”, informa em nota a empresa.

Moradores da região Oeste já viram ou usaram a bicicleta Yellow convencional em 2018, quando era vista em Osasco e até Alphaville. Mas o serviço passou a ser restrito a alguns bairros da capital.

Atualmente a empresa só oferece veículos elétricos na região da Avenida Faria Lima. Para uso é necessário ter um aplicativo no smartphone do usuário. A pessoa compra créditos antecipados e paga R$ 3 para desbloquear o patinete e R$ 0,50 por minuto andado.

O engenheiro e especialista em tráfego da Universidade Mackenzie Campinas, Luiz Vicente, que fez alguns apontamentos. “A questão topográfica da região pode não ser tão favorável para esses modais. Porém patinetes e bicicletas elétricos rompem essa questão de topografia”, explica Vicente.

O especialista também aponta que faltam ciclovias nas cidades para o seguro deslocamento dos usuários e pedestres.