A usina hidroelétrica PCH Pirapora, subsidiária da Empresa Metropolitana de Águas e Energia S.A. (Emae) do governo estadual, atingiu no mês de março de 2021, cerca de 19,40 megawatts, maior índice desde o início da operação da usina, em dezembro de 2014. Instalada em Pirapora do Bom Jesus, no rio Tietê a informação foi divulgada no dia 28 de abril, no site da companhia.
O recorde anterior de produção de energia, havia sido de 19,39 megawatts, foi registrado em dezembro de 2015, após um ano de operação do empreendimento.
Devido ao contato com a Região Metropolitana de São Paulo, a PCH Pirapora acaba recebendo lixo que cai nos rios Tiête e Pinheiros, ainda na capital, ainda na capital paulista, que descem em sentido interior em efeito cascata. Os detritos percorrem, ainda, outras duas usinas localizadas na região: Rasgão, também em Pirapora do Bom Jesus, e Porto Góes, na cidade de Salto. Os materiais, quando chegam em grande quantidade, entopem as grades da usina, podendo diminuir a operacionalidade dos equipamentos e causar interrupções na geração de energia.
Segundo a Emae, entre os principais fatores para que o local atingisse esse índice de geração de energia é foi por meio da retirada de lixo que chega às grades da usina. Somente de janeiro a março deste ano, a empresa removeu fora 683,81 toneladas de lixo, a um custo de R$ 954,1 mil. Outro fator que contribuiu para o atingimento dessa marca foi o investimento em manutenção para evitar paradas na operação da usina.
“Investimos em inovação e nas manutenções preventivas e corretivas dos equipamentos, em um trabalho minucioso que envolve toda a equipe da empresa”, explica Marcio Rea, diretor-presidente da Emae.”Por causa dos altos índices de poluição, as máquinas sofrem danos e precisam passar por reparos constantes e aproveitamos esses momentos para introduzir melhorias nos equipamentos e metodologias de trabalho”, conclui.
Além disso, para a melhoria da produção de energia outros testes com equipamentos para retenção vêm sendo feitos no local para evitar que os resíduos cheguem aos equipamentos da PCH. “Chegamos a uma boa metodologia de trabalho, que é separar esse lixo com a ajuda de equipamentos e levá-lo para a margem. O próximo passo é fazer a retirada desses resíduos. Quando isso for viabilizado, o detrito que chega na grade vai diminuir bastante” confirma Itamar Rodrigues, diretor de geração.
Para Marcio, Pirapora se tornou um campo de testes. “Estamos desenvolvendo soluções criativas. O que funcionar aqui será replicado para outras usinas da empresa, contribuindo para melhorar o resultado de cada uma delas”, afirma o diretor-presidente da EMAE.”Estamos caminhando para encontrar as melhores soluções para retirada de lixo. Devemos estender essas novas tecnologias para as outras usinas do Médio Tietê”, complementa Itamar.







