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Tecnologia revoluciona a segurança em casas e condomínios da Grande SP

Com mais de 1,1 milhão de furtos e roubos registrados em 2024, no Brasil, soluções inteligentes ganham espaço na segurança residencial; saiba mais
No setor de segurança, a inteligência artificial já tem um papel ativo (Divulgação/Freepik)

Com mais de 1,1 milhão de furtos e roubos registrados em 2024, no Brasil, soluções inteligentes ganham espaço na segurança residencial; saiba mais

Diante da crescente sensação de insegurança nas cidades da Região Metropolitana de São Paulo, como Osasco, Barueri, Santana de Parnaíba e em bairros nobres da capital paulista, moradores têm recorrido à tecnologia como aliada no
combate à criminalidade.

Equipamentos de alta precisão, antes restritos a grandes corporações, agora fazem parte do cotidiano de condomínios residenciais e imóveis de médio e alto padrão. O cenário é impulsionado por números alarmantes: mais de 1,1 milhão de furtos e roubos a residênciasforam registrados no Brasil somente em 2024, segundo levantamento da ICTS Security.

Um exemplo recente desse tipo de crime ocorreu no último dia 23 de junho, nos Jardins, bairro nobre da Zona Oeste de São Paulo, quando criminosos invadiram uma residência para roubar relógios, joias e roupas de grife.

A ação da Polícia Militar, com apoio da Guarda Civil Metropolitana, foi rápida. Após alerta via Copom e buscas intensas pela região, os suspeitos foram interceptados. O motorista perdeu o controle e bateu o veículo durante a perseguição. Todos os itens
roubados foram recuperados e o caso foi registrado como roubo, associação criminosa e apreensão de veículo no 14° Distrito Policial, no bairro Pinheiros.

Esses tipos de ocorrências e os dados estatísticos reforçam a percepção já comum nas ruas: não bastam ter muros altos e câmeras simples, a segurança precisa ser estratégica, integrada e inteligente.

Soluções para a segurança na Tecnologia

O perfil dos consumidores de soluções de segurança mudou (Divulgação/Pexels)

Entre as soluções que vêm ganhando espaço estão o reconhecimento facial para controle de acesso, o monitoramento remoto com inteligência artificial, as rondas virtuais e as auditorias preventivas. Todas essas ferramentas têm como objetivo não apenas registrar ocorrências, mas agir preventivamente, com identificação de padrões de risco e resposta rápida a situações suspeitas.

“Hoje em dia, os moradores estão cada vez mais atentos à segurança em diferentes aspectos, física, patrimonial, emocional e até digital. A preocupação vai muito além do medo de invasões e furtos”, afirma Ellen Pompeu, sócia-diretora da ICTS Security.

Segundo a especialista, o perfil dos consumidores de soluções de segurança mudou. Moradores buscam eficiência, facilidade de uso e integração com o cotidiano,
além de estarem mais conscientes sobre o papel da educação preventiva nodia a dia.

A construção de um ambiente seguro passa pela criação de uma cultura coletiva de prevenção e resposta. Isso inclui desde a capacitação dos colaboradores e a atualização dos equipamentos até o envolvimento dos moradores nas decisões relacionadas à segurança.

“A manutenção regular dos sistemas, a atualização constante da tecnologia e o treinamento de quem vive ou trabalha no local são etapas fundamentais. No fim das contas, segurança é um cuidado diário, coletivo e contínuo”, afirma aespecialista.

Apesar do avanço tecnológico, a eficácia dos sistemas depende diretamente do comportamento das pessoas que convivem no ambiente protegido.

Sistemas modernos e comportamento: formas de garantir uma proteção eficiente

Tecnologia revoluciona a segurança em casas e condomínios da Grande SP


Ellen Pompeu é sócia-diretora da ICTS Security (Divulgação/ICTS Security)

“Segurança de verdade é construída com uma combinação de tecnologia, comportamento consciente e planejamento. Não adianta investir em câmeras e alarmes se, no dia a dia, ainda existem falhas como portas destrancadas ou rotinas fáceis de prever”, alerta Ellen Pompeu.

Portões deixados abertos, ausência de identificação em entregas e a liberação de acesso a desconhecidos continuam sendo práticas comuns que anulam boa parte da eficácia dos sistemas modernos. Além disso, muitos condomínios enfrentam dificuldades por não terem protocolos claros para emergências.

“A ausência de procedimentos bem definidos para moradores, visitantes e funcionários contribui para a sensação de insegurança, mesmo quando há equipamentos instalados”, completa Ellen Pompeu.

Mudanças no setor de segurança

Rondas virtuais e alarmes ganham espaço em bairros nobres de cidades da Grande São Paulo (Divulgação/Pexels)

Em virtude dos avanços da tecnologia, nos últimos cinco anos, o setor de segurança residencial passou por uma grande transformação, impulsionada pelo avanço da tecnologia. A oferta de produtos se ampliou, com soluções mais acessíveis, modulares e fáceis de instalar, tornando a segurança eletrônica mais democrática.

“Hoje, tecnologias como câmeras com inteligência artificial, fechaduras digitais, sensores integrados e aplicativos de monitoramento em tempo real são comuns até em residências de médio porte”, explica Ellen.

À reportagem, a gestora esclarece que, além da variedade, o destaque está na integração dessas soluções ao dia a dia, fazendo da segurança parte do conceito de lar inteligente. O consumidor atual busca praticidade, conectividade e autonomia, além da proteção.

“A entrada de grandes empresas de tecnologia no setor acelerou a inovação e elevou o nível de exigência. E com sistemas mais sofisticados, cresce também a importância da consultoria especializada, essencial para garantir um projeto de segurança eficaz e bem estruturado. O mercado está mais dinâmico e competitivo, e o futuro caminha para soluções cada vez mais integradas e proativas”, ressalta a diretora.

IA e perspectivas no Brasil 

No setor de segurança, a inteligência artificial (IA) já tem um papel ativo, e cada vez mais decisivo, nos sistemas de segurança patrimonial. Para Ellen Pompeu, utilizar a tecnologia 

já é um diferencial competitivo real, com aplicação prática em diversas frentes. 

“Hoje, os sistemas de segurança mais avançados usam inteligência artificial para antecipar, analisar e automatizar decisões, com um nível de eficiência que seria impossível apenas com sensores tradicionais”, diz Ellen. 

Como exemplos, a diretora aponta como:

  • Reconhecimento facial e de comportamento;
  • Análise de vídeo em tempo real;
  • Assistentes inteligentes e automações;
  • IA em nuvem;
  • Fechaduras e portões inteligentes com IA.

“Importante ressaltar que a IA não substitui o projeto de segurança. Ela o potencializa, há uma integração mais ágil e eficaz. No entanto, é essencial o equilíbrio da tecnologia com procedimentos de rotina e emergência, pessoas e treinamentos”,afirma a gestora.

A inteligência artificial permitirá que câmeras e sensores reconheçam comportamentos suspeitos, reduzam falsos alarmes e tomem decisões automáticas em tempo real.

Reconhecimento facial e leitura de digitais devem substituir as chaves físicas, biometria, oferecendo mais praticidade e segurança.

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