Um indivíduo preso no Centro de Detenção Provisória II (CDP) de Pinheiros, na cidade de São Paulo, foi decapitado por outros dois detentos. O caso ocorreu no sábado (28), na zona oeste da capital paulista. A dupla, cujas mães são falecidas, teria sido motivada pelo fato de Brito ter matado a própria mãe.
O preso morto foi identificado como Washington Ramos Brito, de 31 anos. Ele deu entrada na unidade prisional na última quarta-feira (25). O homem era suspeito de matar a própria mãe por causa de um pão.
De acordo com o jornalista Josmar Jozino, do UOL, o preso estava no raio 1 do empreendimento, quando Rodrigo Galvão dos Santos e José Welington Matos Vitorino o atacaram a golpes de faca. Brito teve o corpo todo estraçalhado e depois as orelhas e a cabeça arrancadas.
Além disso, conforme o portal Metrópoles, os presos realizaram um corte no abdômen dele e removeram os órgãos internos, colocando-os em uma embalagem. A Secretaria Estadual da Administração Penitenciária de São Paulo (SAP-SP) confirmou a morte e afirmou que dois presidiários assumiram o crime.
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Após ser preso, Brito deu entrada no CDP de Pinheiros II, onde foi decapitado (Rovena Rosa/Agência Brasil)
A cela onde ocorreu o crime foi preservada e isolada para os trabalhos da Perícia Científica. Os dois suspeitos foram levados para o 91° Distrito Policial, onde prestaram depoimento, mantiveram a confissão e passaram por exame de corpo de delito.
Eles foram presos em flagrante e responderão por homicídio, com os agravantes de motivo fútil e emprego de meio cruel. Os presos envolvidos no assassinato de Washington foram encaminhados ao 91º Distrito Policial (Ceasa). A Polícia Penal abriu Procedimento de Apuração Preliminar para investigar o caso.
Ainda de acordo com Josmar Jozino, o CDP II de Pinheiros abriga detentos acusados por crimes sexuais e feminicídios, além de policiais, ex-policiais e parentes de agentes públicos.
Suspeito de matar a mãe
Washington Ramos Brito foi preso suspeito de matar a própria mãe, de 58 anos. O crime aconteceu na rua José Maria Pinto Zilli, 13, viela da City, no Jardim das Palmas, região do Campo Limpo, na zona sul de São Paulo.
Após matar a genitora, ele seguiu até o Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa e se entregou. Conforme o boletim de ocorrência, policiais civis estranharam o comportamento dele na portaria do prédio do departamento e decidiram abordá-lo.
Ao questioná-lo, o indivíduo confessou o crime. Por meio de depoimento, o homem relatou que Angelina, que trabalhava como diarista, lhe deu um tapa no rosto, o chamou de vagabundo e disse que o sustentava e, por isso, ele a espancou e a enforcou.
Acrescentou que foi para o centro da cidade, tomou muita bebida alcoólica e depois seguiu até o departamento com a intenção mesmo de se entregar.
O corpo da diarista foi encontrado no dia seguinte pelo filho Renan Ramos Brito, 28, auxiliar de almoxarifado. Ele morava com a mãe e o irmão assassino.
Renan contou à polícia que estava trabalhando e foi informado por vizinhos sobre uma intensa discussão na casa dele entre a mãe e o irmão Washington. Ao retornar à residência, encontrou Angelina morta no quarto. O caso foi registrado no 89º DP (Portal do Morumbi).
Com passagem anterior por tráfico de drogas, Washington foi preso em flagrante na última quarta-feira (25). Após matar a mãe, na região do Campo Limpo, zona sul paulistana, ele seguiu até o DHPP (Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa) e se entregou
Após ser preso, Brito deu entrada no CDP de Pinheiros II, onde foi decapitado em três dias.
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