No último domingo (5), todo os países do globo celebraram o Dia Mundial do Meio Ambiente. Historicamente, esta data, 5 de junho, foi designada no ano de 1972 pela Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), em razão do início da Conferência de Estocolmo sobre o “Meio Ambiente Humano”. Este evento, levou à criação do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA), principal autoridade global que determina a agenda ambiental e serve como defensora desta pauta tão importante para nós e nosso mundo. Mas nesta semana na qual comemoramos o dia do meio ambiente, a pergunta é: o que temos mesmo a celebrar?
Segundo estudo do Instituto AKatu, organização não governamental que trabalha pela conscientização e mobilização da sociedade para um novo jeito de viver com consumo consciente, cada brasileiro consome, ao longo de sua vida, o equivalente a 160 andares de recursos naturais. Para se ter uma ideia, se o volume de todos esses recursos naturais fosse colocado em tambores de 1,8 metro x 1 metro e empilhados, eles alcançariam a altura do maior edifício do mundo, o Burj Khalifa, em Dubai, que tem mais de 800 metros de altura. “Proteger o meio ambiente, preservar ecossistemas e adotar hábitos de consumo mais conscientes e sustentáveis é uma tarefa inadiável”, comenta Bruna Tiussu, gerente de comunicação do Akatu.
O Akatu informa ainda que o Brasil possui uma das maiores biodiversidades do mundo, abrigando cerca de 20% de todas as espécies da fauna e da flora conhecidas do planeta. São mais de 116 mil espécies de animais e mais de 46 mil espécies vegetais, distribuídas por seis biomas distintos, de acordo com o Ministério do Meio Ambiente. Porém, o número de animais ameaçados de extinção dobrou de 2014 para 2022 e já contabiliza 1.339 espécies, segundo a Comissão Nacional da Biodiversidade (Conabio). A lista inclui animais que são símbolos do Brasil, como a onça-pintada, do Pantanal Sul-Matogrossense, que além da caça ilegal e do avanço da agropecuária, que desmata habitats naturais, recentemente foi identificado mais um fator que coloca esses animais em risco, o envenenamento por agrotóxicos.
Além de animais, diversas espécies vegetais também estão em risco em todo o país, como a araucária, o pau-brasil, a bromélia, o jaborandi e o jacarandá paulista. Da Mata Atlântica original, por exemplo, só restaram meros 12,4%, de acordo com o INPE. E estima-se que até 85% das espécies da Amazônia em risco de extinção perderam parte substancial de seu habitat nas últimas décadas, devido a queimadas e desmatamento. Contudo, o risco ao meio ambiente se estende para nascentes, rios, lagos, mares e oceanos, ampliando a necessidade de uma transição para o desenvolvimento sustentável, em que se estabeleça estilos de vida sem excessos nem desperdícios.
Região metropolitana oeste de São Paulo
Para refletir sobre a nossa relação com a natureza e nosso meio, na região, as prefeituras de Barueri, Osasco, Carapicuíba, Cotia e São Roque comemoraram a data com eventos pontuais.
Osasco realizou um passeio ciclístico no dia 5 de junho, com saída às 9h do Parque Chico Mendes na City Bussocaba. Também na data, a prefeitura de São Roque trocou lixo eletrônico por uma muda de árvore na avenida Zito Garcia. Carapicuiba fez diversas ações durante a semana (de 30 de maio a 5 de junho). No último sábado (4), aconteceu a Virada Ambiental, com palestra, exposições, oficinas e visitação ao Centro de Educação para Sustentabilidade (CES). Além disso, ocorreu a distribuição de mudas de árvores que puderam ser trocadas por óleo de cozinha usado, aparelhos eletrônicos e pilhas. Uma parceria com CooperNova e o Programa Meio Ambiente nas Escolas (PMAE).
Em Barueri, este mês todo é considerado “o mês do meio ambiente” e para celebrar, a secretaria de Recursos Naturais e Meio Ambiente (Sema) realizou uma série de atividades entre 30 de maio a 5 de junho, em diferentes pontos da cidade. Teve adoção de cães e gatos e oficina ambiental na Base Móvel do Boulevard Central, palestras sobre sustentabilidade no Instagram, oficina ambiental na secretaria da Mulher, live sobre logística reversa e parcerias para coletores de eletrônicos, blitz educativa com distribuição de sementes de girassol no Boulevard Central da estrada dos Romeiros, doação de mudas no Parque Dom José, entre outras ações.
Cotia também programou uma série de atrações, que se iniciaram no dia 4 no Centro Educacional Danielli A. Mathias, em Caucaia, com o projeto Horta nas Escolas e Pedágio Ambiental e, no dia 5, no Parque Teresa Maia, onde equipes da secretaria do Verde e Meio Ambiente plantaram mais de 20 mudas de araucária, espécie ameaçada de extinção. Neste mês, nos dias 10, 15, 25 e 26/6 ainda haverá Pedágio Ambiental pela cidade e, no dia 28/6, alunos do curso Guardião Ambiental Mirim farão uma visita técnica à Coopernova Cotia Recicla.
O que fazer para ajudar?
Saiba alguns dos principais pontos levantados pelos especialistas do Instituto Akatu para a adoção das melhores escolhas de consumo, contribuindo para a preservação da natureza e para a sustentabilidade da vida no seu bairro, cidade, no Brasil e no planeta:
– Reflita antes de cada compra e, se realmente precisar de um novo produto, priorize opções mais sustentáveis;
– Prefira alimentos orgânicos, que dispensam o uso de agrotóxicos tão prejudiciais aos solos, nascentes e para diversas espécies animais e vegetais;
– Reduza o consumo de carne bovina e contribua para a preservação da natureza e combate da crise climática;
– Priorize produtos com origem certificada, que ateste a sustentabilidade da sua origem e da cadeia produtiva;
– Separe seus resíduos para reciclagem e impulsione a economia circular que irá poupar recursos naturais na produção de novos itens.
Fonte: Instituto Akatu






