Em áudio, secretário de Educação de Barueri diz que mães querem ‘se livrar’ de filhos com deficiência

Declarações de Celso Furlan, gravadas durante reunião com diretores, em Barueri, incluem críticas a pais de autistas e acusações de falsificação de documentos
Celso Furlan era secretário de Educação na cidade de Barueri (Reprodução/Redes sociais)

Declarações de Celso Furlan, gravadas durante reunião com diretores, em Barueri, incluem críticas a pais de autistas e acusações de falsificação de documentos

Um áudio vazado nesta semana causou forte indignação em Barueri. A gravação expõe falas do secretário municipal de Educação, Celso Furlan, com comentários considerados ofensivos a crianças com deficiência, especialmente autistas, e a seus familiares. O conteúdo foi registrado durante uma reunião com diretores escolares no dia 13 de maio, às 9h, no Centro de Aperfeiçoamento de Professores, localizado na sede da Secretaria de Educação da cidade.

Na gravação, Furlan orienta os gestores a adotarem mais rigor na aceitação de matrículas de alunos com deficiência e acusa pais de falsificarem comprovantes de residência e contratos de aluguel para garantir vagas nas escolas da rede municipal. “Eles inventam endereços, fazem contratos falsos para poder trazer as crianças para cá”, afirma o secretário no áudio.

O secretário também questiona o aumento expressivo no número de estudantes com deficiência matriculados na rede pública. Segundo ele, o número saltou de 700 para 3 mil. Furlan diz que muitos desses alunos deveriam ser encaminhados ao Centro de Referência em Transtorno do Espectro Autista, e não às escolas regulares.

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O trecho mais polêmico da gravação ocorre quando o secretário afirma que muitas mães matriculam os filhos com deficiência apenas para se livrarem deles por algumas horas. “Querem se livrar dos filhos por um período de quatro ou cinco horas e querem que nós cuidemos das crianças”, disse.

As falas provocaram revolta entre familiares de alunos e ativistas da causa da pessoa com deficiência, que classificaram o discurso como discriminatório e desrespeitoso. Nas redes sociais, muitos exigem um posicionamento da Prefeitura e cobram a exoneração do secretário.

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