​Saiba como escolher e preparar um bom café

 Em 2019, o Brasil exportou mais de 40,6 milhões de sacas de café
No mundo existem diversas espécies de café, porém só duas são amplamente cultivadas: a do Coffea arabica e a Coffea canephora. (Foto: Governo de SP)

O café é uma das bebidas mais importantes na vida do brasileiro e principalmente dos moradores de São Paulo. Considerado o maior exportador de café do mundo, o Brasil em 2019 bateu o recorde histórico e exportou 40,6 milhões de sacas de café em 2019.

Para incentivar a população a apreciar ainda mais essa bebida, em tempos de quarentena e isolamento social devido à pandemia do novo coronavírus, o Governo do Estado de São Paulo, por meio do Instituto de Tecnologia de Alimentos, traz de forma simples como são classificadas a seleção de grãos e as torras de café existentes.

No mundo existem diversas espécies de café, porém só duas são amplamente cultivadas: a do Coffea arabica e a Coffea canephora.

As bebidas de Coffea arábica, ou café arábica, como são popularmente conhecidos, são os grãos de bebidas onsideradas “nobres e complexas”, devido à grande quantidade de aromas e sabores que possuem.
Já a Coffea canéfora, conhecida como robusta e o conilon, resulta em bebidas muito mais simples e mais amargas. Entretanto, por ser um grão mais barato, possuir mais cafeína e, principalmente, pela cor preta intensa, ele é muito valorizado para a composição de blends e pela indústria de café instantâneo.

A classificação de qualidade do café é realizada pela Associação Brasileira da Indústria de Café (ABIC), através do Programa de Qualidade do Café (PQC) criado em 2004 e que segue as notas de Qualidade Global (QG) para avaliar os cafés vendidos no Brasil, analisando-os através dos aromas e de seu grau de intensidade.
O Instituto de Tecnologia de Alimentos (Ital/APTA) tem um dos únicos laboratórios que certificam as bebidas oferecidas aos consumidores brasileiros. Através do órgão é possível encontrar no comércio embalagens certificadas com os selos Bronze para cafés tradicionais, selo Prata para cafés Superiores e selo Ouro para cafés Gourmet.

Para fazer um bom café:

De acordo com o pesquisador Daniel Gomes, da Agência Paulista de Tecnologia dos Agronegócios (APTA)), a primeira coisa que precisamos saber a procedência doproduto. Caso não se saiba, o pesquisador sugere a escolha dos cafés do programa PQC e o consumo preferencialmente de bebidas classificadas como “Superior” ou “Gourmet”. “Você irá notar a diferença!”, afirma.

A segunda dica que Gomes traz é de que, caso seja um consumidor ávido pela bebida, prefira comprar grãos e moê-los na hora, para obter o máximo da bebida. Hoje em dia um moedor manual é muito acessível.
Terceira dica é sobre à qualidade da água. Ele recomenda que se evite as cloradas, pois reagem negativamente com os óleos essenciais da bebida. “Uma pergunta frequente é: podemos ferver a água? A resposta é sim, desde que levemente, e sempre deixe a água parar de borbulhar antes de usá-la”, diz.

Já a quarta dica diz respeito à infinidade de métodos de preparo de café. Porém, a medida padrão que é quase unanimidade entre as marcas é: quatro a cinco colheres (sopa) para cada 1 litro de água. Contudo, segundo baristas, para um bom café esta medida pode ser dosada em 8 a 10% de café.

Quinta e última dica: cafés bons dispensam açúcar!