giro

​Promotoria de Santana de Parnaíba determina a retirada do perfil de “pastor” investigado

Morador de condomínio de luxo, Osório Lopes se apresenta como pastor e vinha publicando vídeos com passagens bíblicas para atrair vítimas e aplicar golpes
O caso foi revelado pelo “Fantástico”, da Rede Globo, no último dia 13 de março (Divulgação/Reprodução-Rede Globo)

A Promotoria de Justiça de Santana de Parnaíba determinou a retirada do ar do canal no YouTube de Osório José Lopes Junior, com mais de 100 mil inscritos. Morador de um condomínio de luxo no município, o homem se apresenta como pastor e vinha publicando vídeos usando passagens bíblicas para atrair vítimas e aplicar golpes financeiros. A decisão foi divulgada na segunda-feira (21). No Instagram, Osório se apresenta como empresário, teólogo, conferencista e escritor e segue com a conta ativa, em que acumula mais de 60 mil seguidores.

O caso foi revelado pelo programa “Fantástico”, da Rede Globo, no último dia 13 de março. Após a exibição da reportagem, o caso ganhou repercussão nacional e um grupo foi criado na internet com quase 1.000 vítimas.

O indivíduo foi denunciado pelo Ministério Público de São Paulo (MPSP) por estelionato com uso de fraude eletrônica. Segundo a promotora de Justiça autora da acusação, só em relação a uma vítima o homem provocou prejuízo de R$ 297.500,00.

De acordo com a Justiça de Santana de Parnaíba, o denunciado prometeu rendimentos muito acima dos praticados no mercado financeiro, no valor de R$ 2 quatrilhões. Além disso, Osório chegou a usar o nome de um ex-presidente da República já falecido como forma de convencimento.

Antes de agir no estado de São Paulo, o acusado operava em Goiás, GO, angariando vítimas em cultos religiosos, oferecendo rendimentos impossíveis de serem alcançados. Na região do centro-oeste, Osório também foi alvo de processo judicial. De acordo com a denúncia, no sudeste, o homem passou a usar um canal no YouTube para seguir apresentando-se como uma autoridade religiosa ilibada para oferecer ganhos mirabolantes em investimentos inexistentes.

“As vítimas, ludibriadas pelo uso do elemento de autoridade religiosa pelo denunciado para dar credibilidade à sua fala, facilmente entregam-lhes o dinheiro solicitado”, diz a denúncia.