giro

Padre José Eduardo é sequestrado e tem R$ 37,2 mil roubados em Barueri

Conhecido como “Padre de Osasco”, havia sido indiciado pela PF no inquérito do golpe depois das eleições de 2022; saiba mais detalhes
padre de osasco 7
O sacerdote chegou a ser alvo de mandado de busca e apreensão pela PF (Reprodução/Redes Sociais)

O padre José Eduardo de Oliveira e Silva foi alvo de um sequestro relâmpago em Barueri. O caso ocorreu na noite de domingo (12), por volta das 21h30. Conhecido como “Padre de Osasco”, o sacerdote havia sido indiciado pela PF no inquérito do golpe depois das eleições de 2022.

De acordo com a Revista Oeste, o religioso havia estacionado o carro na Rua Vítor Wanderlei Zambrano, no Parque Imperial, nas proximidades de um pronto-socorro. Ele foi surpreendido por dois homens armados enquanto caminhava em direção à unidade hospitalar.

Os indivíduos obrigaram o padre a seguir até uma área de matagal, onde ficou sob ameaça por cerca de duas horas e meia. Em posse do controle dos criminosos, o sacerdote foi obrigado a fornecer senhas e reconhecer facialmente aplicativos bancários em seu celular.

Os criminosos realizaram transferências financeiras, subtraindo cerca de R$ 32,2 mil de contas pessoais e aproximadamente R$ 5 mil de contas ligadas à igreja administrada por ele, o que totalizou R$ 37,2 mil. Também levaram um celular e um relógio.

Em depoimento, padre contou que sofreu agressões

Em seu depoimento à polícia, o padre José Eduardo relatou ter sofrido ameaças e agressões, incluindo tapas na cabeça e golpes com arma nas costas, enquanto recebia constantes ordens para não erguer o olhar e colaborar.

Após o sequestro, um dos suspeitos foi até o carro da vítima em busca de outros bens e devolveu a chave em seguida para que ele pudesse deixar o local. Os autores do crime não foram identificados, e o caso está sob investigação na Delegacia de Polícia de Barueri

Quem é o padre José Eduardo

O acusado, José Eduardo de Oliveira e Silva, integra a diocese osasquense e, conforme as investigações, teria participado de uma das reuniões sobre o plano golpista no Palácio do Planalto.

Além do sacerdote, outras 37 pessoas foram indiciadas no processo. Conforme a PF, a reunião ocorreu no dia 19 de novembro de 2022 e contou ainda com a presença do ex-assessor para Assuntos Internacionais Filipe Martins, e do advogado Amauri Feres Saad.

O sacerdote foi alvo de mandado de busca e apreensão pela PF em 8 de fevereiro de 2024. Na ocasião, o padre foi apontado como suspeito de integrar o “núcleo jurídico” que daria apoio ao movimento. No dia 8 de novembro, o líder religioso prestou depoimento na unidade da Polícia Federal, na capital paulista.

Conhecido nas redes sociais por gravar vídeos no YouTube, debatendo temas como guerra cultural, aborto e a influência ruim das músicas e divas pop na vida de crianças e adolescentes, o religioso é doutor em Teologia Moral pela Pontifícia Universidade da Santa Cruz (Roma, Itália).

José Eduardo de Oliveira e Silva integra a diocese osasquense (Reprodução/Redes Sociais)

O padre de Osasco já teceu críticas a cantoras como Madonna e Luiza Sonza. Desta última, via um vídeo, ele analisou a letra das músicas e o simbolismo de clipes de canções como “Campo de Morango”. “É de uma baixaria que a gente fica realmente constrangido”, disse, na ocasião.

O padre de Osasco é conhecido por acompanhar canais e podcasts de destaque no espectro político da extrema-direita, incluindo conteúdos produzidos pela Brasil Paralelo e o canal do economista alinhado ao bolsonarismo Rodrigo Constantino.

Em março, o ministro do STF Alexandre de Moraes, acompanhou manifestação da PGR (Procuradoria-Geral da República) e considerou prejudicado pedido formal de arquivamento da investigação contra o padre José Eduardo de Oliveira e Silva, indiciado pela Polícia Federal no inquérito da trama golpista.

O entendimento foi de que, como o padre não foi denunciado, o arquivamento pela PGR foi automático e seguido em decisão de Moraes.

*com informações da Revista Oeste e CNN

Jornalismo regional de qualidade
Há mais de 18 anos, o GIRO noticia os acontecimentos mais importantes nos seguintes municípios: Araçariguama, Barueri, Cajamar, Carapicuíba, Cotia, Itapevi, Jandira, Osasco, Pirapora do Bom Jesus, Santana de Parnaíba, São Roque e Vargem Grande Paulista. Agora, juntam-se a eles, as cidades de São Paulo e Taboão da Serra.

Siga o perfil do jornal no Instagram e acompanhe outros conteúdos.