O Procon-SP notificou a distribuidora de energia elétrica Enel, nesta quinta-feira (2), para que essa explique sobre as cobranças dos valores excessivos nas contas de energia elétrica dos meses de março, abril e maio dos consumidores de São Paulo.
A entidade quer saber por qual motivo foram baseadas na média dos doze meses anteriores, que geraram inúmeros relatos dos consumidores após o recebimento de contas com valores altos.
Em junho, o órgão recebeu mais de 12.648 reclamações sobre cobrança abusiva.
De acordo com o Procon, a Enel deverá esclarecer porque não foi possível realizar a leitura presencial, quais as causas que impossibilitaram isso e porque foi escolhido as cobranças baseadas na média de 12 meses de consumo.
O órgão também questionou porque a nova medição foi realizada entre março e maio, mas não junho. E também se a leitura não presencial implicou em redução de custos para a empresa.
Os esclarecimentos deverão ser prestados em até 48 horas.
No entanto, o Procon também ressalta que as outras distribuidoras de energia elétrica e concessionárias de serviços essenciais que operam no Estado de São Paulo mantiveram normalmente, no mesmo período de março a maio, a cobrança da forma tradicional.
A distribuidora de energia apresentar documento em que Agência Nacional de Energia Elétrica (Anel) determina a cobrança pela média.






