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Prefeituras dizem fazer manutenção de pontes e viadutos

Fenda na ponte Fuad Auada – Foto: Edivaldo Santana/GIRO S/A

O desnivelamento de um viaduto na Marginal Pinheiros trouxe preocupação sobre a manutenção dos viários na região.

Um dos que mais chama a atenção é o Complexo Viário FuadAuada, que liga o Centro ao Rochdale, devido à falta da junta de borracha, divisão entre duas peças e serve para que as partes tenham movimentação sem que tenham contato, ou seja, mantendo elasticidade da estrutura sem que seja danificada. A fenda assusta quem passa por ela.

Em nota, a prefeitura de Osasco diz que “abriu processo licitatório para a contratação de empresa especializada em manutenção depontes e viadutos para troca da cinta emborrachada que reveste a junta de dilatação do Complexo Viário FuadAuada e do Viaduto Tancredo Neves (km 18 Jardim Piratininga)”.

A reportagem procurou as prefeituras de Osasco, Barueri, Cotia e Santana Parnaíba para saber quantas pontes e viadutos possuem e como são os planos de manutenção. Osasco se limitou aos dois viadutos citados.

A prefeitura de Barueri informou, por meio de nota, que tem duas pontes e cinco viadutos com manutenções em dia. “A equipe de vistoria está atenta a novas ocorrências. Não há uma periodicidade regular das vistorias.”

Cotia diz realizar vistorias com frequência. Parnaíba não respondeu.

A concessionária CCR, que administra as rodovias Castello Branco, trecho oeste do Rodoanel e Raposo Tavares tem um programa de inspeção que monitora anualmente todas as chamadas obras de arte no trecho administrado, entre elas a ponte sobre o Rio Tietê, altura do km 25, que passou recentemente por manutenção.

Para o presidente da Associação dos Engenheiros e Arquitetos de Osasco, Leandro Fogaça, preliminarmente não há nenhum aspecto de risco e sim manutenção da durabilidade. Ele fala ainda que as manutenções são necessárias para manter a durabilidade da ponte ou viaduto.

O doutor em engenharia e chefe da Seção de Engenharia de Estruturas do IPT, Ciro Araújo, ressalta a importância das melhorias na vida útil das pontes. “As manutenções em obras de arte são trabalhos destinados à preservação do patrimônio, visando manter e prolongar os aspectos estruturais, funcionais e de durabilidade, retardando anomalias e tratando as que se desenvolvem ao longo da vida útil das estruturas”.

Obra de arte em área de concessão é mais vistoriada

Para o engenheiro Ricardo Zulques, diretor da BRZ Projetos de Engenharia, construções como pontes e viadutos são geralmente estruturas rígidas, sujeitas a constante movimentação devido à circulação de veículos, temperatura, etc.. “São necessárias inspeções preventivas periódicas para garantir a estabilidade e segurança.”

Ele cita que para obras de arte em locais de concessão, são pedidos relatórios a cada 6 meses, com registros fotográficos para comparações. “São inspeções rotineiras.” Caso seja detectado algo, é feita inspeção mais detalhada, busca-se a causa e a resolução do problema. “A falta de manutenção preventiva pode causar danos irreversíveis a uma estrutura”, finaliza.