As obras de construção do projeto do VLT estão estimadas em R$ 3,8 bilhões e deverão se estender por três anos; confira mais detalhes
Nos próximos anos, a cidade de São Paulo contará com uma nova opção de transporte público: o Veículo Leve sobre Trilhos (VLT), batizado de Bonde São Paulo. O projeto pretende reorganizar a mobilidade urbana na região central, oferecendo um modal moderno, eficiente e sustentável.
Segundo a Prefeitura, o VLT conseguirá transportar mais de 130 mil pessoas por dia, funcionando como uma alternativa de conexão entre diferentes pontos do Centro e estimulando o desenvolvimento urbano.
“Além de melhorar os deslocamentos, o VLT será um indutor de requalificação urbana, tornando o Centro mais atrativo para moradores, trabalhadores, turistas e empreendimentos”, afirma a gestão municipal.
A iniciativa marca o retorno dos bondes à capital paulista, cuja última viagem ocorreu no fim da década de 1960. À época, a rede possuía 700 km de extensão. O novo sistema será mais compacto, com 12 km de trilhos divididos em duas linhas de 6 km cada.
As linhas receberão nomes de árvores nativas da Mata Atlântica: Jequitibá e Sibipiruna. Ambas terão formato circular e se encontrarão no Largo do Paissandu, no coração da cidade.
VLT no Centro de São Paulo: mais informações


O trajeto também incluirá espaços de lazer e convivência (Divulgação/Prefeitura de SP)
Ainda segundo a Prefeitura da capital paulista, o objetivo do VLT se torne uma alternativa de transporte limpa e eficiente, contribuindo para reduzir o tráfego, a poluição atmosférica e sonora, com foco no pedestre, na segurança viária e no melhor aproveitamento de áreas subutilizadas.
Com a implementação incentivará o uso do transporte coletivo e a circulação de pedestres no Centro, promovendo um ambiente urbano mais humano e acolhedor.
Com duas linhas totalizando aproximadamente 12 km de extensão, o Bonde São Paulo conectará bairros estratégicos, como Bom Retiro e Brás, facilitando o acesso a importantes pontos culturais e econômicos, como o Mercado Municipal, o Triângulo Histórico, a Rua 25 de Março, o Theatro Municipal, a Sala São Paulo e a Biblioteca Mário de Andrade.
O trajeto também incluirá espaços de lazer e convivência, como o Vale do Anhangabaú, o Parque da Luz, o Largo do Paissandu, o Largo do Arouche, a Praça da Sé e o Parque Dom Pedro II.
O Bonde São Paulo será integrado a cinco terminais de ônibus, nove estações de metrô e duas estações da CPTM, garantindo ampla conectividade e acessibilidade para os paulistanos. Além de considerar sua integração com o BRT da Radial Leste e a futura linha Celeste do Metrô.
Segundo Pedro Martin Fernandes, diretor-presidente da SP Urbanismo, o VLT do Centro de São Paulo vai aceitar o Bilhete Único. O preço da passagem será o mesmo da de ônibus.
“O bonde carrega com ele diversos conceitos importantes para o que a gente quer da cidade hoje”, diz. “De muitas pessoas que vejam o Centro como lugar de permanência e não só de passagem, de integração entre áreas diferentes por um meio elétrico, sustentável.”
Custo da obra


Linhas terão nome de árvores paulistas (Divulgação/Prefeitura de SP)
As obras de construção do projeto do VLT estão estimadas em R$ 3,8 bilhões e deverão se estender por três anos, segundo apurou a TV Globo. Desse montante, 70% serão bancados pela prefeitura, que busca acordo e convênio com o governo federal para viabilizar as despesas.
Os outros 30% virão do setor privado, por meio de edital a ser aberto no ano que vem visando à construção e à operação dos bondes por 30 anos.
*com informações do G1.
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