Carlos Eduardo Nascimento reside na Cohab 5 e foi visto pela última vez quando saiu de casa para estudar no Ipem, na USP. “Ultimamente eu estava achando ele muito ansioso”, diz a mãe
A família do pesquisador Carlos Eduardo Nascimento, de 34 anos, busca informações sobre o seu paradeiro. Morador de Carapicuíba, o homem foi visto pela última vez no dia 10 de dezembro, quando saiu de sua casa, localizada na Cohab 5, por volta das 08h, e seguiu para seus estudos no Instituto de Pesos e Medidas (Ipem) da Universidade de São Paulo (USP), zona oeste da capital paulista.
À reportagem do Giro S/A, a mãe de Carlos, Maria Helena do Nascimento, de 70 anos, conta que o filho é um homem quieto, estudioso e inteligente, mas que nos últimos meses teve alguns problemas com seus vizinhos, e que vinha realizando tratamentos contra depressão e ansiedade. “Ele é muito calado e não era de contar sobre suas coisas aos outros. Ultimamente eu estava achando ele muito ansioso”, disse.
Uma de suas colegas de departamento, a professora e pesquisadora Tatiane da Silva Sales, 40 anos, afirmou que viu Carlos pela última vez no dia 7 de dezembro, enquanto carregava seu celular em um dos laboratórios do Ipem.
“A única coisa que notei é que ele estava olhando para uma janela e bem pensativo. No modo geral, ele era mais isolado e ficava em outra sala. Ele não interagia muito com o pessoal, fazia uma e outra coisa, depois seguia para casa”, afirmou Tatiane.
Segundo o Boletim de Ocorrência, o pós-graduando em tecnologia nuclear saiu de casa portando seus documentos pessoais e o celular a caminho do instituto onde atuava. A última vez que a família teve contato com o rapaz foi por volta das 16h30, por meio de troca de mensagens no Whatsapp. Ao não retornar para casa, familiares procuraram a Polícia Civil de São Paulo para relatar o desaparecimento e passaram a divulgar o caso nas redes sociais.
A ocorrência foi apresentada inicialmente de 5º Distrito Policial de Osasco e as investigações foram transferidas para o Setor de Homicídios e Proteção à Pessoa da Delegacia Seccional de Polícia de Carapicuíba.
Segundo Maria Helena, no dia que desapareceu, Carlos Eduardo vestia uma camiseta preta, calça jeans, tênis e carregava uma mochila com seus livros. “Ele saiu para voltar”, disse a mãe. “Todas as coisas dele ainda estão aqui, a pasta de dente, o desodorante e enxaguante bucal. Ele realmente saiu para voltar e nesse meio do caminho aconteceu alguma coisa com ele”, explica Maria Helena.
Paralelamente à investigação policial, a família tem realizado buscas de forma independente, indo aos locais que o Carlos costumava frequentar. Os parentes ainda têm esperança e pedem ajuda na divulgação da foto do desaparecido. Quem tiver informações sobre o paradeiro de Carlos pode entrar em contato com a Polícia Civil ou com Maria Helena pelo telefone: (11) 99496-6404.
“Estamos apavorados, está todo mundo louco atrás dele. Ele era uma pessoa maravilhosa e muito boa”, reitera a mãe.






