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​Osasco: para discutir a gestão dos resíduos sólidos, Sebrae promove oficinas sobre Arranjo Produtivo Local

Segundo a entidade, a proposta é desenvolver projeto-piloto que possa ser replicado aos municípios da Região Oeste de São Paulo
Participam das atividades, representantes da prefeitura, OAB Osasco, Rotary Club, ACEO, Rede Verde Sustentabilidade, entre outros (Divulgação/Sebrae-SP)

Para fomentar e estimular ações de melhorias no uso do resíduos sólidos e saneamento básico, o Sebrae-SP localizado no centro de Osasco, tem promovido diversas oficinas que visam a formatação de Arranjo Produtivo Local (APL) na área de resíduos sólidos. A proposta é desenvolver projeto-piloto que possa ser replicado aos municípios da Região Oeste de São Paulo.

Segundo a entidade, o APL é um conjunto de fatores econômicos, políticos e sociais, localizados em um mesmo território, desenvolvendo atividades econômicas correlatas e que apresentam vínculos de produção, interação, cooperação e aprendizagem. Além disso, a ação faz parte das discussões do Marco Regulatório, para ampliar a valorização e reaproveitamento dos resíduos sólidos urbanos no Brasil.

Participam das atividades, representantes da prefeitura, OAB/SP – subseção Osasco, Rotary Club, ACEO, Rede Verde Sustentabilidade, além de empresas de inovação, dentre outros.

Segundo os consultores de negócios do Sebrae, Jane Albinati e Sylvio Zanelato, um APL na área de resíduos é inédito no estado. “Não existe um projeto dessa natureza em São Paulo. Nosso papel é de articulação dos atores que atuam diretamente na cadeia produtiva, incentivando parcerias e estimulando o desenvolvimento”, pontuaram.

Para a Dra Ana Célia Alves de Azevedo Reveilleau, presidente da comissão de meio ambiente da OAB, trata-se de uma grande oportunidade. “A organização desse APL é uma excelente oportunidade para buscar alternativas de desenvolvimento com a inclusão e valorização das cooperativas de trabalho instaladas na cidade e dos catadores”, afirmou Reveilleau.

Um dos representantes da prefeitura de Osasco na oficina, José Rodrigues Neto, diretor de economia solidária da Secretaria de Emprego, Trabalho e Renda, demonstra esperança quanto ao futuro do setor. “Há uma cadeia produtiva robusta e atuante, tenhamos consciência ou não dessa realidade. É nosso desafio conhecer, articular e incentivar todos os personagens dessa atividade econômica, gerando oportunidades para todos”, comentou.

Gerente Regional do Sebrae Osasco, Thiago Alexandre Brandão Farias está animado quanto ao futuro da iniciativa. “Acreditamos no pioneirismo do projeto e no potencial da cidade. A ideia é replicar o projeto depois de implementado e aperfeiçoado”, finalizou.