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Osasco: farmácia do Carrefour vendeu teste de glicemia com agulha usada

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Em nota, Carrefour afirmou que funcionária foi desligada de suas funções (Divulgação / Freepik)

Cliente interrompeu o tratamento de fertilização e iniciou o uso de remédios contra o HIV e a Hepatite. Veja o que diz o Carrefour Osasco

Uma reportagem divulgada nesta segunda-feira (18) pelo portal de notícias ‘Metrópoles’ mostrou o caso de uma enfermeira, cuja identidade não foi revelada, que denunciou uma farmácia da rede Carrefour, localizada em Osasco. Segundo a cliente, ela comprou um teste de glicemia que continha uma agulha já utilizada por outro consumidor.

A profissional de saúde registrou um boletim de ocorrência junto à Polícia Civil de São Paulo no último dia 5 de dezembro sobre o caso. No documento, ela explicou que o aparelho havia sido exposto no estabelecimento em 4 de dezembro, já com a agulha inserida no medidor de glicemia.

A rede Carrefour informou, por meio de nota à imprensa, que demitiu a funcionária que vendeu o produto violado.

No relato, a mulher explicou que a farmacêutica responsável pelo atendimento informou que o objeto estava de acordo com o padrão da marca ‘ACCU CHEK’. Com essa informação, a enfermeira adquiriu o produto, levou-o para casa e utilizou a agulha para fazer o teste de glicemia.

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Instantes depois, a vítima acessou a aba de ‘memória’ do aparelho, percebendo que um teste havia sido realizado no último dia 1º de dezembro. Devido a essa situação, ela precisou interromper o tratamento de fertilização in vitro para engravidar e começar a tomar remédios de prevenção contra o HIV e a Hepatite B.

Mais detalhes sobre o caso em Osasco

Ao relatar o incidente à Polícia Civil, a enfermeira explicou que ao ler o manual do aparelho, constatou que o medidor não deveria ser vendido com a agulha já acoplada. O manual especificava que as agulhas deveriam estar em um saco lacrado com dez unidades do material descartável.

No entanto, a caixa vendida continha apenas nove agulhas, as quais estavam dentro de um nécessaire de pano, parte integrante do kit do medidor. No dia seguinte, a vítima retornou à farmácia Carrefour Osasco onde adquiriu o aparelho violado e solicitou ver o mesmo medidor que havia comprado.

Durante a inspeção, a mulher percebeu que o kit, incluindo o aparelho e as agulhas, estava completo. Após relatar o problema ao gerente, ele confirmou que o aparelho e, consequentemente, a agulha, haviam sido de fato usados como teste em outro cliente, o qual optou por não adquirir o medidor.

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Osasco: farmácia do Carrefour vendeu teste de glicemia com agulha usada
Vítima teve de interromper tratamento de fertilização in vitro (Reprodução / Jornal O Globo)

A cliente retornou ao estabelecimento e filmou a conversa que teve com o gerente do local. Seu nome não foi divulgado. O profissional afirmou:

“Eu vou te explicar, eu sou um cara muito honesto e muito transparente. Há 25 anos trabalho no varejo farmacêutico. A Drogaria Carrefour não faz testes. Acabei de ligar para ela (farmacêutica que vendeu o teste) para entender o que aconteceu. Este aparelho, ela usou porque o cliente ia adquirir o aparelho, estou sendo bem honesto e transparente com vocês. Ele ia adquirir o aparelho e não sabia usar. Ela fez um teste de demonstração para ele, ele achou muito complicado e não quis levar o teste. O que tinha que ter sido feito: esse aparelho tem que ir para descarte”, relatou o gerente à mulher.

Carrefour se posiciona sobre caso em Osasco

Por meio de um comunicado divulgado à imprensa, a rede Carrefour informou que já desligou a farmacêutica envolvida no caso e reforçou que ofereceu apoio médico e psicológico à cliente prejudicada na situação. Leia a seguir na íntegra:

Osasco: farmácia do Carrefour vendeu teste de glicemia com agulha usada
Carrefour afirmou ter oferecido apoio médico e psicológico à cliente (Divulgação/Carrefour)

“Após tomar ciência do ocorrido, agimos de forma imediata para oferecer todos os cuidados necessários à cliente. É absolutamente inaceitável que uma situação como essa ocorra e, como consequência, desligamos a farmacêutica que agiu contra todos os protocolos da função, vendendo o aparelho violado.

Oferecemos apoio médico e psicológico à cliente para o enfrentamento de qualquer risco de contaminação. Até este momento, a cliente dispensou tal apoio, optando por buscar atendimento por outras vias – escolha que compreendemos e respeitamos. Já o marido da cliente está passando por acompanhamento psicológico disponibilizado pela empresa.

Reforçamos, ainda, que todos os pedidos de reembolso solicitados pela cliente já foram autorizados e estão sendo processados. Seguimos em contato com a cliente e seu marido, nos colocando à disposição para prestar todo tipo de suporte que for necessário para seus cuidados.”

*com informações dos portais de notícias Metrópoles e O Globo.

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