As armas teriam sido roubadas no Arsenal de Guerra de Barueri entre os dias 5 e 7 de setembro; saiba mais detalhes
Foi encontrada na cidade do Rio de Janeiro, nesta quinta-feira (19), oito das 21 metralhadoras furtadas do Arsenal de Guerra de Barueri. O armamento foi interceptado, no bairro Gardênia Azul, na zona oeste da capital carioca.
A apreensão de quatro metralhadoras ponto 50 e outras quatro do modelo MAGs, calibre 7,62, foi feita por agentes da Delegacia de Repressão a Entorpecentes (DRE), da Polícia Civil do RJ, com apoio da Inteligência do Exército Brasileiro. Outras 13 armas ainda seguem desaparecidas desde o dia 10 de outubro.
Segundo o portal de notícias G1, as armas teriam sido roubadas no período do feriado do Dia da Independência do Brasil, entre os dias 5 e 7 de setembro. Três soldados lotados no Arsenal de Guerra de Barueri seguem sendo investigados.
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Os objetos estavam em um carro na comunidade de Jacarepaguá. O veículo, que era produto de roubo, também foi apreendido. O Comando Militar do Sudeste já foi comunicado pela Polícia Civil do Rio sobre as metralhadoras recuperadas.
As armas serão levadas para alguma unidade militar do Rio de Janeiro, onde ficarão guardadas até o Comando Militar designar militares para buscá-las.
Investigações sobre armas roubadas no Arsenal de Guerra de Barueri

De acordo com investigações da Polícia Civil do RJ, as armas roubadas no Arsenal de Guerra de Barueri teriam sido oferecidas ao Comando Vermelho, a maior facção criminosa do Rio de Janeiro.
Quatro armas foram identificadas por meio de um vídeo, feito por traficantes, com o intuito de vende-las. A informação foi interceptada pela Polícia Civil fluminense, que repassou à inteligência do Exército.
Nas apurações, foi descoberto que parte desse arsenal havia, de fato, sido comprado, após ter sido oferecido em quatro favelas dominadas pela facção: Nova Holanda, no Complexo da Maré; Vila Cruzeiro, no Complexo da Penha; Rocinha e Cidade de Deus.
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Os armamentos, com capacidade para derrubar aeronaves, seriam usadas na disputa entre facções, que há quase um ano aterroriza a região de Jacarepaguá.
Diretor do Arsenal de Guerra de Barueri exonerado
Ainda na tarde desta quinta-feira (19), o General de Brigada Maurício Vieira Gama, chefe do Estado-Maior do Comando Militar do Sudeste, anunciou, durante coletiva de imprensa, a exoneração do diretor do Arsenal de Guerra de Barueri.
A medida foi tomada após o furto de 21 metralhadoras. Segundo o chefe, há militares envolvidos no delito, mas a quantidade e nomes dos agentes serão mantidos em sigilo.

Em caso de condenação, militares temporários serão expulsos. Enquanto militares de carreira, serão submetidos a conselho de justificação ou disciplina, caso seja comprovada a participação deles na ação criminosa.
O general ainda afirmou que todos os processos da organização militar no Arsenal de Guerra em Barueri estão sendo revistos. Paralelamente à investigação, os envolvidos, que exerciam as funções de fiscalização e controle das armas, serão exonerados do Exército Brasileiro e responderão na Justiça, como civis.
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“O Exército considera esse episódio inaceitável e não medirá esforços para responsabilizar os autores e recuperar todo o armamento no mais curto prazo. Tudo está sendo investigado, e os ilícitos e desvios de conduta serão responsabilizados nos rigores da lei”, reiterou Maurício Vieira Gama.
Na coletiva, o chefe comunicou que a decisão de exonerar o responsável pelo Arsenal de Guerra foi tomada pelo comandante do Exército, o general Tomás Miguel Ribeiro Paiva.
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