Há 8 anos, o então governador Geraldo Alckmin anunciava em solenidade a construção do Corredor Metropolitano Itapevi – São Paulo (Butantã), também conhecido como Corredor Oeste, percurso de 30,4 km. O projeto ainda não foi concluído. Da CPTM, edificações da quarta plataforma da Estação Osasco e o Complexo de Manutenção de Trens, em Presidente Altino, estão abandonados. Obras orçadas em R$ 610 milhões – R$ 435 milhões no corredor e R$ 165 milhões da CPTM.
À época, Alckmin disse que o primeiro trecho entre Jandira e Itapevi ficaria pronto em 12 meses, mas só foi inaugurado em março do ano passado com 5 km de extensão e 7 paradas. Nos demais trechos, algumas paradas de coletivos foram construídas, porém inacabadas, que servem de abrigo a moradores de rua. Do total projetado até o momento, além da via para uso de ônibus, o Terminal do Km 21 foi entregue e outros dois estão em obras. O complexo em Altino abrigará oficina de revisão e reforma de trens, laboratório eletrônico, área de armazenamento, porém desde 2012 só colunas ficaram prontas.
“Obras como essas podem beneficiar até 10 mil passageiros por hora e impactar diretamente na fluidez do tráfego nas cidade da região”, explica Luiz Vicente, especialista em Trânsito e Tráfego da Universidade Mackenzie. Para ele, obras paradas impactam diretamente na qualidade de vida de quem transita na região.
Em nota, a EMTU informa que “não há obras abandonadas. No segundo semestre deste ano deve ser concluído o trecho de 8,8 km entre Jandira e Carapicuíba”.
A CPTM diz que “o contrato dessa obra foi rescindido. Novos investimentos nesta estação, assim como outras, e no Pátio de Altino estarão abrangidos nos investimentos da concessão da Linhas 8-Diamante e 9-Esmeralda”.





