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Obesidade infantil cresce e preocupa

Foto: Divulgação

Virou lei federal. A partir de novembro a educação alimentar e nutricional passará a integrar os currículos das escolas públicas e privadas. Não será uma disciplina específica, o tema será debatido durante outras aulas, como as de ciências e biologia.

Dados do Ministério da Saúde indicam que em 2013, cerca de 8% de todas crianças até 5 anos eram obesas no Brasil. Em números absolutos, eram 345.270 crianças nessa condição, aumento de 79,3% desde 2008.

A criança obesa tem mais chance (80%) de chegar à vida adulta sofrendo de obesidade. Outros problemas como pressão sanguínea alta, diabetes tipo 2 precoce e níveis elevados de colesterol são alguns dos diagnósticos que crescem junto com o sobrepeso. Há também efeitos psicológicos, como a baixa autoestima, imagem corporal negativa e depressão.

Para o médico Patrick Rocha, a saúde alimentar infantil é comprometida principalmente pelo excesso de açúcar e isso, muitas vezes, é reflexo da desinformação. Rocha é presidente do Instituto Nacional de Estudos da Obesidade e Doenças Crônicas. “O marketing agressivo de alimentos industriais com brinquedos e personagens estimulam ainda mais isso. Os pais na maioria das vezes cedem aos pedidos”, aponta Rocha. “O crescimento no índice de obesidade infantil pode comprometer a saúde desta geração. Crianças com sobrepeso hoje serão adultos doentes amanhã. O caminho da transformação passa pela educação alimentar”, conclui o médico.