A possibilidade de instalação do novo Ceagesp em Alphaville continua mobilizando moradores e associações. Quase todas as semanas são feitas reuniões.
Em um encontro realizado em 26 de abril, de acordo com Fernanda Passero, moradora do bairro e administradora do grupo do Facebook, Reclamômetro de Alphaville, a reunião contou com a participação de Hilton Piquera, comerciante há 37 anos no Ceagesp que deu alguns números expressivos para indicar o que um entreposto pode trazer à região. Ele relatou que, diariamente, o Ceagesp recebe cerca de 10 mil a 12 mil veículos em seu estacionamento, assim como de 25 mil a 28 mil pessoas. O funcionamento é 24 horas, 7 dias por semana, 12 meses ao ano. O horário mais tranquilo é entre 19h e 23h. Além dos atuais serviços de hortifruti, pescados e flores, o novo projeto vai incluir a zona cerealista, Carnes, hotel, parque e cerca de 50 restaurantes, o que certamente vai aumentar a movimentação.
A mobilização tem sido intensa. O presidente do Centro Comercial Alphaville, Mauro Tognini, e o presidente da Associação Residencial e Empresarial Alphaville (Area), Geraldo Michelotti, manifestaram, em nome dos órgãos que representam, se posicionaram contra o projeto. Area, Conseg Alphaville-Tamboré/Barueri, grupo Reclamômetro de Alphaville e Associação Residencial e Empresarial Jubran (Arej) enviaram um ofício ao governador do estado de São Paulo, Marcio França (PSB), manifestando suas posições contrárias à instalação do projeto na região.
Na semana passada, o vice-prefeito Oswaldo Luiz Borrelli comentou em um evento que não existe nada de oficial na prefeitura sobre a vinda da Ceagesp. “Fazer reuniões é gastar energia desnecessária”, afirmou. Conforme disse, houve apenas um chamamento de propostas de transferência da Ceagesp de São Paulo, e caso a de Alphaville seja aprovada ela tem que passar pela autorização da prefeitura. “E o prefeito não vai fazer nada que a população não queira.”




