Em outubro de 2021, com todos os reservatórios do estado de São Paulo em queda, o sinal de alerta para possível escassez de água na região oeste da Grande São Paulo começou a preocupar as autoridades, bem como a população. À reportagem do Giro S/A, a Sabesp, empresa brasileira que detém a concessão dos serviços públicos de saneamento básico no estado de São Paulo, afirmou que não haveria risco de desabastecimento a curto e médio prazo.
Na ocasião, o manancial de Cotia registrava 48,5% de capacidade e, hoje, segundo o app da companhia, o “Sabesp Mananciais”, o reservatório opera com 37,3%, ou seja: uma queda de mais de 10% em apenas dois meses. Sendo assim, e observando a queda no nível dos reservatórios de São Paulo como um todo, a o Giro S/A voltou a acionar a companhia.
A Sabesp informou que não há risco de desabastecimento nos municípios do Cioeste e nem na Região Metropolitana de São Paulo neste momento. Entretanto, reforça a necessidade de uso consciente da água por parte da população. De acordo com informações coletadas pela reportagem, a RMSP é abastecida pelo Sistema Integrado, composto por sete mananciais, o que permite transferências rotineiras de água entre regiões, conforme a necessidade operacional. Além disso, um conjunto de medidas vem sendo adotado para a segurança hídrica e preservação dos mananciais em momentos como o atual: integração do sistema (com transferências de água rotineiras entre regiões), ampliação da infraestrutura e gestão da pressão noturna para maior redução de perdas na rede.
Sobre o trabalho que está sendo realizado ao longo dos anos, a autarquia informou que vem atuando em três frentes, visando à segurança hídrica:
– Ampliação da infraestrutura, com destaque para a interligação Jaguari-Atibainha (que traz água da bacia do Rio Paraíba do Sul para o Cantareira) e o novo sistema produtor São Lourenço, ambos entregues em 2018. A Sabesp afirma que a capacidade de transferência de água tratada entre os diversos sistemas de abastecimento foi quadruplicada em relação ao período anterior à crise hídrica de 2014/15, passando de 3 mil litros/segundo em 2013 para 12 mil l/s em 2021. Ao mesmo tempo, a capacidade de reservação de água tratada saltou de 1,7 bilhão de litros em 2013 para 2,2 bilhões de litros em 2021. Estão ainda em andamento obras como a interligação do rio Itapanhaú, que inicia operação no primeiro semestre de 2022.
– Redução de perdas na distribuição, que se refletiu na queda do índice de perdas totais em sua área atendida de 41% em 2004 para 27% em 2020, abaixo da média nacional: 39,2% (SNIS; 2019). Do índice total, 17,3 pontos percentuais são os vazamentos na rede, situação semelhante à do Reino Unido, por exemplo. O restante são perdas comerciais, decorrentes da submedição dos hidrômetros e de fraude (os “gatos”).
– Consumo consciente, por meio de campanhas permanentes, como as recentes “Partiu verão eôôô – Abriu, Usou, Fechou” (veja o vídeo: https://youtu.be/-5WQPDZI-C4), “Toks para Economizar Água – Abriu, Usou, Fechou” (veja o vídeo: https://youtu.be/rq8us_wEdo4) e o hotsite #eucuidodaágua (www.sabesp.com.br/eucuidodaagua).
Dicas para o uso consciente da água
1. Use vassoura e balde para lavar áreas como garagem, corredores, dentre outras. Não utilize mangueiras;
2. Não dê descarga à toa e não utilize o sanitário como lixeira. Em apenas seis segundos de válvula acionada vão embora cerca de 12 litros de água;
3. Não use água corrente para descongelar alimentos;
4. Fique muito atento a possíveis vazamentos. Eles podem passar despercebidos e são grandes causas do desperdício.
Para saber mais, acesse o site da Sabesp na página: http://site.sabesp.com.br/site/sociedade-meioambiente/dicas.aspx?secaoId=450.
*Cidades do Cioeste: Araçariguama, Barueri, Cajamar, Carapicuíba, Cotia, Itapevi, Jandira, Osasco, Pirapora do Bom Jesus, Santana de Parnaíba e Vargem Grande Paulista.






