Surpreendidos na data de ontem (4) pela chegada de menos 50% do total de imunizantes esperados para o combate ao covid-19, principalmente da Pfizer, o estado de São Paulo deu o prazo de 24 horas para o ministério da Saúde se pronunciar oficialmente e enviar o restante dos quantitativos previstos e previamente acordados entre o estado e o governo federal. Isso não aconteceu. Ao invés de uma resposta oficial, o ministério decidiu fazer uma coletiva para dizer basicamente que as regras mudaram e que, agora, as vacinas são enviadas a cada estado para a vacinação por faixas etárias, de acordo com Rosana Leite, secretária Extraordinária de Enfrentamento à Covid-19 do órgão federal.
Hoje, o secretário estadual de Saúde de São Paulo, Jean Gorinchteyn, reuniu a imprensa extraordinariamente para dizer que a redução de oferta de quantitativos pelo governo federal, principalmente do imunizante Pfizer, foi uma ação arbitrária, sem pactuação prévia e que isso impacta no controle da epidemia do novo coronavírus adotado pelo Programa Estadual de Imunização (PEI) no estado, prejudicando a vacinação de todos, mas sobremaneira de jovens e adolescentes, de 12 a 17 anos, com comorbidades e deficiências, assim como gestantes e puérperas desta faixa etária, que seriam os próximos a serem vacinados no dia 18 de agosto (e que só podem ser vacinados com o imunizante da Pfizer).
A equipe de Saúde do estado de São Paulo disse que não quer privilégios, mas sim justiça, já que sempre recebeu os quantitativos proporcionais a sua população* (que corresponde a 22% da população total do Brasil) até a data de ontem, 4 de agosto, e que vai entrar com medidas judiciais para que tudo seja regularizado . “Em nome do interesse público e do cidadão, a procuradoria geral do estado acionará o poder judiciário para discutir o critério adotado e o percentual operacionado (de doses de vacina) na data de ontem (4)”, disse a Dra. Lia Corona, procuradora geral do estado.
*Veja a tabela, produzida pelo governo do estado de São Paulo, que demonstra como os quantitativos foram enviados pelo ministério da Saúde até a data de ontem, quando enviou a São Paulo 50% do total pactuado.








