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Mistério ronda morte de jovem de Osasco em mar de Praia Grande

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A morte do jovem de Osasco, Alexandre Lima da Silva Júnior, de 16 anos, após ter sido atacado por um animal não identificado no mar, em 21 de dezembro, na Praia Grande, no Litoral Sul de São Paulo, comoveu a população da Região. O jovem não resistiu aos ferimentos e morreu no dia 25 de janeiro, após 35 dias internado em Santos. A suspeita é que uma raia prego tenha causado os ferimentos.

A Polícia Civil instaurou um inquérito para apurar se houve falhas no atendimento dado ao garoto desde o resgate até na UPA Samambaia e no Hospital Irmã Dulce, ambos na Praia Grande.

Uma enfermeira que estava na praia deu o atendimento inicial e limpou a areia com água mineral, conseguiu um pano limpo para pressionar o ferimento. “O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) nos informaram que levariam aproximadamente 40 min para chegar”, revela a prima do Alexandre, a professora Alani Paz, que acompanhou toda a situação desde o acidente.

“A UPA Samambaia já começou o atendimento errado, não permitiram que nem eu e nem a mãe dele acompanhássemos ele na emergência, e ele ainda é de menor, tinha apenas 16 anos e não estava em condições de relatar o que havia acontecido. Não nos ouviram, não nos perguntaram nada, ainda foram grosseiros dizendo que se não podíamos ajudar não precisávamos estar lá. Então devem ter suposto ser uma queda e não deram nenhuma atenção a perfuração que era o motivo de estarmos ali. Nem sequer um raio-x do abdômen fizeram”, ressalta Alani.

Em nota a Associação Paulista para o Desenvolvimento da Medicina (SPDM), organização social que administra as unidades, diz que prestou os primeiros atendimentos e dá uma versão diferente da família e testemunhas. “O paciente chegou apresentando ferimento na região do abdômen, recebendo todo o atendimento necessário ao seu caso. Na ocasião, os familiares responsáveis pelo paciente relataram que ele havia sofrido uma queda na praia”, diz a nota.

Em nota, a Prefeitura de Praia Grande diz que acompanha o caso. A SPDM complementa que Alexandre foi “avaliado, passando por exames laboratoriais, tomografia, avaliação das equipes de neurocirurgia e cirurgia geral, apresentando quadro de saúde estável. Após retornar ao serviço de origem, o mesmo foi transferido no próprio dia 21/12, por volta das 21h30, para unidade particular de saúde (no caso o Hospital Frei Galvão) a pedido da família”, diz em nota.

Segundo o Hospital Frei Galvão, Júnior foi submetido ao procedimento cirúrgico, o quadro clínico manteve-se grave. Durante toda sua evolução o paciente apresentou piora progressiva passando por dois novos procedimentos, mesmo assim acabou desenvolvendo várias falências concomitantes e acabou morrendo no último dia 25 de janeiro de 2020.

Os envolvidos são ouvidos pela equipe policial do 3° DP de Praia Grande. O corpo foi submetido a exames no Instituto Médico Legal (IML), que estão em andamento.

Para o biólogo e doutor em medicina veterinária pela USP e membro do Instituto Laje Viva, Eduardo Malavasi, diz ter dúvida se foi realmente um animal que atingiu o menino. “Pelos relatos que li não da pra confirmar, mas vi que provavelmente seja uma raia, se for o que acho pouco provável é que tenha sido uma raia prego pelo tamanho do ferrão é um dos únicos que poderiam perfurar e de uma maneira causar um dano muito grande, o problema é que essa espécie fica mais no substrato, caso seja ela o menino deve ter mergulhado, sem querer batido nela, e por reflexo a raia deu a ferroada”, explica Malavasi.

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