Metroviários aprovaram greve de 24 horas nas linhas 1, 2 e 5. Negociação foi iniciada em 11 de janeiro, porém, após cinco encontros sem conciliação, funcionários da categoria optaram pela paralisação
Após reunião do Sindicato dos Metroviários com a direção da Companhia do Metropolitano de São Paulo na tarde de quarta-feira (22), uma assembleia decidiu que as linhas 1-Azul, 2-Verde, 5-Vermelha e o monotrilho da linha 15-Prata ficarão paralisadas por 24 horas, da meia-noite da quarta até a meia-noite de quinta-feira (23).
O Metrô informou em suas redes sociais que acionará seu plano de contingência para minimizar os transtornos a quem precisa do transporte, possibilitando o funcionamento de trechos importantes do sistema. Veja abaixo a nota na íntegra:
Devido à greve deflagrada pelo Sindicato dos Metroviários a partir da 0h desta quinta-feira (23/3), o Metrô acionará seu plano de contingência para minimizar os transtornos a quem precisa do transporte, possibilitando o funcionamento de trechos importantes do sistema operado pela Cia.: linhas 1-Azul, 2-Verde, 3-Vermelha e 15-Prata. Vamos informar sobre as alterações no site do Metrô www.metro.sp.gov.br e pelas redes sociais (Twitter @metrosp_oficial , Facebook @metrosp e Instagram @metrospoficial ). O Metrô de São Paulo lamenta a decisão do Sindicato dos Metroviários de punir a população de São Paulo paralisando o serviço essencial de transporte.
Negociações salariais do dissídio começam em maio
Na reunião, segundo os sindicalistas, os representantes do Metrô informaram que não tinham autorização do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) para pagar o abono exigido pela categoria. A negociação começou em 11 de janeiro e, desde então, foram cinco encontros nos quais a categoria resolveu esperar uma conciliação, até a noite desta quarta (22), quando foi decidida a greve em assembleia por 51,83% dos votantes.
Outros 45,21% votaram não e 2,96% se abstiveram. Alguns funcionários discursaram contra a greve porque o início das negociações salariais do dissídio começará em maio. Eles temiam que uma greve agora pudesse prejudicar um futuro acordo.
As reivindicações do sindicato pelo abono são para repor o não pagamento das PRs (participação nos lucros) de 2020 a 2022. “Os trabalhadores do metrô estão tentando uma negociação desde o começo do ano, alguns pontos avançaram, mas hoje, infelizmente, no tribunal o Metrô fechou a negociação e não está atendendo a categoria, que é de receber um abono compensatório de coisas que o Metrô nos deve há três anos”, comentou Camila Ribeiro Duarte Lisboa, presidente do Sindicato dos Metroviários.
As linhas 4-Amarela e 5-Lilás, respectivamente operadas pela ViaQuatro e ViaMobilidade, não sofrerão alterações no horário de funcionamento. A linha 8-Diamante, que sai da estação Júlio Prestes em direção à estação Amador Bueno, passando pelas cidades de Osasco, Carapicuíba, Barueri, Jandira e Itapevi, e a 9-Esmeralda, que passa por Osasco, ambas administradas pela concessionária ViaMobilidade, também não terão alterações.
*Com informações do portal “folha.com”.





