Marcado por campanhas promocionais, o Mês do Consumidor aumenta o volume de compras tanto no comércio eletrônico quanto no varejo físico. Porém, o período costuma registrar crescimento nas tentativas de fraude, com golpes envolvendo falsos sites, links patrocinados irregulares, além de boletos adulterados e uso indevido de dados pessoais.
Com consumidores cada vez mais atentos a preços e condições de parcelamento, o aumento na circulação de ofertas também abre espaço para a ação de criminosos, que se aproveitam da sensação de urgência e de descontos aparentemente imperdíveis. Para Vanderley Cardoso de Moraes, CEO da Top One Financeira e especialista em análise de crédito, o risco cresce quando a decisão de compra é tomada de forma impulsiva.
“Golpes exploram dois fatores principais: pressa e promessa de vantagem excessiva. No Mês do Consumidor, o volume de ofertas aumenta e o consumidor precisa redobrar a atenção antes de informar dados pessoais ou confirmar qualquer pagamento”, destaca Moraes.
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Consumidor
O especialista destaca alguns cuidados simples que ajudam a reduzir o risco de fraude:
1. Verifique a autenticidade do site
Confirme se o endereço eletrônico é oficial, observe erros de ortografia no domínio e desconfie de ofertas divulgadas apenas por redes sociais ou mensagens diretas.
2. Desconfie de descontos muito acima do mercado
Preços muito baixos podem indicar golpe. Compare valores em outros canais e priorize lojas com histórico conhecido.
3. Atenção redobrada ao boleto
Antes de efetuar o pagamento, confirme os dados do beneficiário. Boletos adulterados são um dos golpes mais comuns em períodos promocionais.
4. Evite compartilhar códigos e senhas
Instituições financeiras e lojas não solicitam senhas, códigos de verificação ou dados completos do cartão por telefone ou mensagem.
5. Avalie o impacto da parcela no orçamento
Mesmo a oferta sendo legítima, o consumidor deve verificar o comprometimento de sua renda com aquela compra. Parcelamentos longos, somados a outras dívidas, podem gerar desequilíbrio financeiro.
“O consumidor precisa analisar não apenas o valor da oferta, mas a segurança da operação e o impacto financeiro da compra. Fraude gera prejuízo imediato; crédito mal planejado compromete o orçamento no médio prazo”, afirma Moraes.
Para o executivo, a combinação de informação, verificação prévia e uso consciente do crédito é a principal defesa em períodos de forte estímulo ao consumo. “Comprar com segurança significa checar origem, confirmar dados e entender o custo total da decisão. A tecnologia ajuda, mas o cuidado começa no comportamento do consumidor”, finaliza o executivo.
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