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Mês do Consumidor: 5 dicas para não cair em golpes na hora das compras

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Desconfie de descontos muito acima do mercado (Divulgação)

Marcado por campanhas promocionais, o Mês do Consumidor aumenta o volume de compras tanto no comércio eletrônico quanto no varejo físico. Porém, o período costuma registrar crescimento nas tentativas de fraude, com golpes envolvendo falsos sites, links patrocinados irregulares, além de boletos adulterados e uso indevido de dados pessoais.

Com consumidores cada vez mais atentos a preços e condições de parcelamento, o aumento na circulação de ofertas também abre espaço para a ação de criminosos, que se aproveitam da sensação de urgência e de descontos aparentemente imperdíveis. Para Vanderley Cardoso de Moraes, CEO da Top One Financeira e especialista em análise de crédito, o risco cresce quando a decisão de compra é tomada de forma impulsiva.

“Golpes exploram dois fatores principais: pressa e promessa de vantagem excessiva. No Mês do Consumidor, o volume de ofertas aumenta e o consumidor precisa redobrar a atenção antes de informar dados pessoais ou confirmar qualquer pagamento”, destaca Moraes.

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(Divulgação/Pexels)

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O especialista destaca alguns cuidados simples que ajudam a reduzir o risco de fraude:

1. Verifique a autenticidade do site

Confirme se o endereço eletrônico é oficial, observe erros de ortografia no domínio e desconfie de ofertas divulgadas apenas por redes sociais ou mensagens diretas.

2. Desconfie de descontos muito acima do mercado

Preços muito baixos podem indicar golpe. Compare valores em outros canais e priorize lojas com histórico conhecido.

3. Atenção redobrada ao boleto

Antes de efetuar o pagamento, confirme os dados do beneficiário. Boletos adulterados são um dos golpes mais comuns em períodos promocionais.

4. Evite compartilhar códigos e senhas

Instituições financeiras e lojas não solicitam senhas, códigos de verificação ou dados completos do cartão por telefone ou mensagem.

5. Avalie o impacto da parcela no orçamento

Mesmo a oferta sendo legítima, o consumidor deve verificar o comprometimento de sua renda com aquela compra. Parcelamentos longos, somados a outras dívidas, podem gerar desequilíbrio financeiro.

“O consumidor precisa analisar não apenas o valor da oferta, mas a segurança da operação e o impacto financeiro da compra. Fraude gera prejuízo imediato; crédito mal planejado compromete o orçamento no médio prazo”, afirma Moraes.

Para o executivo, a combinação de informação, verificação prévia e uso consciente do crédito é a principal defesa em períodos de forte estímulo ao consumo. “Comprar com segurança significa checar origem, confirmar dados e entender o custo total da decisão. A tecnologia ajuda, mas o cuidado começa no comportamento do consumidor”, finaliza o executivo.

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